Janja elogia 'primeira-ministra da extrema direita' por prisão perpétua para feminicídio na Itália: 'Grande vitória'

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, elogiou nesta terça-feira a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso italiano que definiu o feminicídio como crime punível com prisão perpétua. A declaração ocorreu durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, que debate o combate à violência contra a mulher. Pede pra entrar: Editor de política analisa o estilo 'capitão Nascimento' nas eleições 2026 PEC da Segurança: Governo tenta direcionar mais recursos com taxação de bets e partidos buscam reverter referendo da maioridade — Apesar de acharmos que a medida punitiva é o extremo, ela é necessária. Poderia não citar porque é uma primeira-ministra da extrema direita, (mas), enfim, a da Itália (Giorgia Meloni) entendeu isso. Enfrentou e conseguiu aprovar no Congresso a prisão perpétua para crimes tipificados como feminicídio. Foi uma grande vitória — disse Janja. Janja também contou que foi assediada duas vezes como primeira-dama e afirmou que mulheres não tem segurança “em nenhum lugar”. — Posso dizer aqui que já fui assediada duas vezes nesse período. Eu sendo primeira-dama e estando em lugares que me são seguros. Mesmo assim fui assediada. Eu que sou primeira-dama, tenho uma equipe entorno, olhar, câmeras, cuidados, fui assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h. Segundo a primeira-dama, o feminicídio pode atingir mulheres de diferentes perfis: "Conservadoras e progressistas morrem do mesmo jeito", disse. Legislação italiana Em novembro, parlamentares italianos aprovaram por unanimidade um projeto de lei que define o feminicídio como crime específico, punível com prisão perpétua. O novo artigo do código penal cria uma categoria de homicídio "baseada nas características da vítima", segundo a nota explicativa que acompanha a iniciativa. Até então, a legislação italiana considerava circunstâncias agravantes apenas nos casos em que o autor do crime era casado com a vítima ou tinha algum parentesco com ela. A primeira-ministra Giorgia Meloni comemorou a votação e descreveu a medida como um instrumento para "defender a liberdade e a dignidade de todas as mulheres".