PF mira dois agentes públicos em investigação sobre compra de renúncia eleitoral em Caxias, no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Tá na Conta para investigar um suposto esquema de compra de desistência de candidaturas nas eleições municipais em Caxias. A ação, autorizada pela 19ª Zona Eleitoral, incluiu o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e órgãos públicos na cidade maranhense e também em Teresina. Dois agentes públicos estão entre os investigados. Pablo Marçal: Inelegível, empresário vai se filiar ao União Brasil, afirma presidente da sigla Pede pra entrar: Editor de política analisa o estilo 'capitão Nascimento' nas eleições 2026 De acordo com a PF, a apuração é desdobramento da análise de materiais apreendidos em fase anterior da investigação. As diligências indicam que lideranças políticas locais teriam atuado como mentores intelectuais de um esquema para oferecer vantagens ilícitas a candidatos adversários, com o objetivo de levá-los a renunciar às disputas. Segundo os investigadores, a estratégia buscava desestabilizar partidos rivais e fraudar a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. A suspeita é de que candidatas mulheres teriam sido pressionadas a desistir das candidaturas para inviabilizar chapas inteiras, o que pode configurar, além de corrupção eleitoral, violência política de gênero. A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, dispositivos eletrônicos e documentos. Os investigados poderão responder por corrupção eleitoral e por assédio eleitoral contra mulheres. Embora o comunicado da PF não identifique os alvos, a Prefeitura de Caxias divulgou nota pública na qual afirma que a investigação “não atinge o prefeito e o vice-prefeito”. A administração municipal é comandada por José Gentil Rosa Neto (Republicanos), tendo como vice Eugênio de Sá Coutinho Filho (PDT). Na manifestação, a prefeitura ressaltou que os fatos apurados referem-se ao período eleitoral, que o processo está em fase de investigação e que não há condenações até o momento. O Executivo municipal também declarou respeito às instituições e afirmou estar colaborando com as autoridades para o esclarecimento do caso. "Garantimos à população que todos os serviços municipais continuam funcionando normalmente. Nosso compromisso com a transparência, a legalidade e a boa gestão permanece inabalável", informou a prefeitura, na nota.