O desembargador Luís Gambogi, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, assumiu interinamente a vaga do ministro Marco Buzzi, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Gambogi substituiu Buzzi, em virtude de afastamento por denúncias de assédio sexual , e deve ficar no STJ até o caso ter um desfecho. A portaria de convocatória do magistrado foi publicada em 20 de fevereiro. Gambogi assumiu o cargo no dia 23 do mesmo mês e está integrando a 4ª Turma do STJ, onde atuava Buzzi. Desembargador atuará no STJ até desfecho de investigação contra Buzzi | Foto: Gláucia Rodrigues / TJMG Leia também: Arautos do Evangelho: Dino libera exibição de documentário A convocação de magistrados está prevista no Artigo 56 do Regimento Interno do STJ. A norma estabelece que a Corte pode chamar juízes federais e desembargadores estaduais para compor Turmas e Seções do STJ, em caso de necessidade. "Em caso de vaga ou de afastamento de ministro, por prazo superior a 30 dias, poderá ser convocado juiz de Tribunal Regional Federal ou desembargador, sempre pelo voto da maioria absoluta dos membros da Corte especial", diz o regimento. https://www.youtube.com/watch?v=hUX6R-TvY6k Quem é o substituto interino de Marco Buzzi Gambogi é natural de Eloi Mendes, região Sul de Minas Gerais. Tem formação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Ele também possui títulos de mestre e doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais. Antes de ingressar no TJ mineiro como desembargador, em 2013, Gambogi atuava como advogado. Ele também foi chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Educação, deputado estadual constituinte, secretário de Estado de Recursos Humanos e Administração e secretário adjunto de Estado do Trabalho e Ação Social. Afastamento de ministro do STJ O STJ afastou Buzzi em 10 de fevereiro, após duas acusações de importunação sexual contra ele. Em um dos casos, uma jovem de 18 anos afirma que ele a atacou durante uma viagem de férias em Santa Catarina, em janeiro deste ano. Na esteira da denúncia, uma ex-assessora do magistrado também relatou ter sofrido assédio por parte dele. Leia também: Ministros do STJ têm 29 parentes que atuam como advogados em processos na Corte O pleno do STJ deliberou, por unanimidade, pelo afastamento cautelar do ministro em sindicância já instaurada para apuração das denúncias. Nesse período, Buzzi está impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função. Na mesma ocasião do afastamento, o ministro apresentou um atestado médico com a solicitação de afastamento por 90 dias. + Leia mais notícias de Política em Oeste O post Quem é o sucessor no STJ do ministro afastado por assédio apareceu primeiro em Revista Oeste .