José Carlos Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio, foi exonerado nesta terça-feira. A ação foi anunciada pela própria pasta. O servidor é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos acusados de participar do estupro coletivo de uma jovem de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no dia 31 de janeiro. Foragidos acusados de estupro coletivo em Copacabana não saíram do país, diz delegado Estupro coletivo: delegado diz que vítima de 'emboscada premeditada' teve 'atitude corajosa' ao procurar polícia O pedido foi feito pela própria secretária Rosangela Gomes e já foi encaminhado ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. A expectativa é que a exoneração seja publicada no Diário Oficial do Rio nesta quarta-feira. De acordo com a pasta, a medida foi adotada com o intuito de "resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados". Em nota, a secretaria afirmou ainda que mantém o compromisso com a "dignidade humana e a preservação da vida". Também nesta terça-feira, dois acusados foram presos. Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se entregaram à polícia. Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin seguem foragidos. No entanto, segundo o delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), responsável pelo inquérito, a expectativa é que os dois se entreguem até o fim desta quarta-feira. Dois suspeitos de participar de estupro coletivo de adolescente em Copacabana são presos O caso O crime aconteceu na noite do dia 31 de janeiro, quando um menor de 17 anos atraiu a adolescente, que seria sua ex-namorada, para um encontro amoroso num apartamento na Rua Viveiros de Castro. Quando eles estavam tendo uma relação no quarto, os outros homens entraram no cômodo e praticaram o crime. Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. Segundo a Polícia Civil, após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer o Registro de Ocorrência. O delegado Ângelo Lages, que conduz o inquérito, detalhou como a vítima chegou à unidade de polícia. O exame de corpo de delito feito na vítima identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos. Polícia investiga outros dois casos de estupro que teriam sido cometidos por acusados do abuso de adolescente em Copacabana Após a Polícia Civil indiciar os quatro homens pelo de crime de estupro com concurso de pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na sexta-feira. No sábado, a Polícia Civil fez uma operação, denominada "Não é Não", para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado. Eles são considerados foragidos da justiça. Trata-se de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, os dois de 19. Eles foram indiciados pelo de crime de estupro com concurso de pessoas. O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. A apuração da sua conduta ficará a cargo da Vara da Infância e da Adolescência. Initial plugin text