O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, se recusou a responder às perguntas relacionadas à investigação sobre a morte do cão Orelha. Em fevereiro, o Ministério Público ( MP ) abriu um procedimento sobre a conduta do agente durante as apurações do caso. Ele é acusado de utilizar o cargo em prol da possível candidatura a deputado estadual. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste Além de encontrar lacunas nas investigações sobre a suposta participação de um adolescente na morte do cão Orelha, o MP investiga Ulisses por quebra de sigilo funcional ao “usar ou divulgar informação sigilosa à qual só teve acesso por causa do cargo ou função”. Ao ser indagado por Oeste sobre as acusações, Ulisses se limitou a falar sobre os resultados de sua atuação como chefe da corporação. Quando perguntado sobre declarações na imprensa que incriminaram o adolescente, o delegado desligou o telefone. Polícia Civil não apresenta provas sobre a morte de Orelha Mesmo sem provas, a Polícia Civil acusou o adolescente de matar o animal e pediu sua internação. Em 29 de janeiro, agentes apreenderam celulares e roupas do menor quando ele desembarcava no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis . O cão Orelha tinha 10 anos quando morreu | Foto: Reprodução/Redes sociais Desde então, imagens e endereços do adolescente foram postados nas redes sociais, que os apontavam como autores das agressões, e pessoas passaram a boicotar os negócios da família. O caso foi amplamente divulgado e gerou revolta. Manifestações realizadas em diversas cidades pediam a punição dos menores supostamente envolvidos na agressão. Acusações contra os adolescentes Os investigadores sustentaram as investigações com base em mensagens de Whatsapp em que o porteiro do Condomínio Água Marinha, na Praia Brava, sugere que os garotos maltrataram o animal. “Na mesma noite que arranjaram confusão comigo, parece que deram umas ‘pauladas’ em um cachorro”, disse no áudio. Apesar das acusações, nem o porteiro nem a Polícia Civil apresentaram provas que incriminassem os adolescentes. Recentemente, uma moradora assumiu que mentiu quando disse nas redes sociais que possuía um vídeo do espancamento do cão Orelha. Na postagem, a mulher afirmou que um porteiro registrou a agressão. Leia mais: "Relatório policial levanta dúvidas sobre envolvimento de adolescente na morte do cão Orelha" No mês passado, o MP encontrou lacunas nas acusações e mandou a Polícia Civil refazer as investigações. Depois disso, peritos analisaram os ossos do animal e concluíram que não há fraturas causadas por ação humana. O post Cão Orelha: delegado-geral se recusou a responder perguntas de Oeste apareceu primeiro em Revista Oeste .