Janja defende mudança cultural essencial no combate ao feminicídio

A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta terça-feira (3), que o combate ao feminicídio no Brasil requer uma mudança cultural profunda. Ela destacou o Pacto Nacional contra o Feminicídio como um esforço inédito que reúne os Três Poderes, ideia proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Janja ressalvou que o Brasil registrou um recorde de 1.470 mulheres mortas no ano passado, enfatizando a necessidade de proteger as vítimas e melhorar o monitoramento de agressores. 'A gente quer que a engrenagem funcione', afirmou, ao defender ações concretas além de discussões sobre o tema. A primeira-dama alertou para o impacto dos discursos de ódio nas redes sociais, que não têm limite de acesso ou idade, com mais de 140 canais disseminando conteúdo violento contra mulheres. 'Não se pode normalizar esses crimes que acontecem no Brasil e no mundo', declarou. Ela se orgulhou de trazer o feminicídio para o centro das atenções governamentais e promover a união dos poderes em busca de soluções. Janja observou que o problema afeta todas as mulheres, independentemente de orientação política, 'da mesma bala e da mesma faca'. O Comitê Interinstitucional do Pacto apresentará, nesta quarta-feira (4), em Brasília, as principais ações para unificar esforços e garantir que as mulheres se sintam seguras no trabalho, na rua e em casa. Para Janja, a responsabilidade é coletiva, envolvendo Estado e sociedade. No programa, a diretora executiva da No More Foundation, Daniela Grelin, discutiu mobilizações sociais contra a violência à mulher. A diretora de Conteúdo e Programação da EBC, Antônia Pellegrino, apresentou a campanha Feminicídio Nunca Mais, em parceria com a TV Brasil, No More Foundation, Unesco e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A campanha será lançada à noite no Santuário do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.