Após a série de operações bem sucedidas de Israel contra a liderança política e religiosa do Irã , que resultou na decapitação das principais figuras do regime, uma pergunta começou a surgir dentro e fora da República Islâmica : quem traiu? Esmail Qaani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) | Foto: divulgação Seria muito difícil, senão impossível, para o Mossad, o serviço de inteligência israelense, identificar o local e a hora exata da reunião da cúpula do Irã, que resultou na morte do líder supremo, Ali Khamenei. Nem a exata localização de todos os principais dirigentes políticos e militares do país, pontualmente eliminados por Israel em ataques aéreos. Um nome começa a surgir nos ambientes da inteligência: Esmail Qaani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), a tropa de elite dos pasdaran. Saiba mais: Esmail Qaani, número 2 do Irã, aparece em público depois de ser dado como morto Qaani seria um dos poucos a terem sobrevivido aos ataques de Israel, não apenas durante o conflito travado nesse momento, mas na Guerra dos doze dias, ocorrida em 2025. Saiba mais: ‘Nós definimos os termos’, diz Hegseth sobre guerra contra o Irã Por isso, ele seria o principal suspeito de ser o infiltrado do Mossad dentro do regime iraniano. E, não por acaso, estão surgindo boatos de que o general teria sido detido pelas próprias autoridades iranianas. Proximidade com líder supremo do Irã De acordo com as mesmas fontes, ele foi visto pela última vez na presença do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, apenas um dia antes da morte do clérigo xiita. Desde então, ele desapareceu novamente da vida pública. Saiba mais: Terroristas do Hamas receberam treinamento no Irã semanas antes do ataque a Israel, afirma WSJ Até o momento, não houve confirmação oficial das autoridades iranianas a respeito dessas alegações, e a informação permanece sem confirmação por fontes independentes. Qaani assumiu a liderança da Força Quds em janeiro de 2020, após o assassinato de seu antecessor, Qasem Soleimani, em um ataque dos EUA em Bagdá, no Iraque. A Força Quds é o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária Islâmica e desempenha um papel fundamental nas operações militares e estratégicas do Irã no exterior. Acusações de corrupção No começo do ano Qaani foi acusado de corrupção pela própria Guarda Revolucionária. Saiba mais: Irã pode ficar fora da próxima Copa do Mundo O Canal 14 de Israel revelou que cerca de US$ 700 milhões foram roubados do orçamento dos pasdaran pelo comandante da Força Quds e por seu parceiro, Kamal al-Din Nabizadeh. Qaani foi convocado para interrogatório por Majid Khademi, chefe do serviço de inteligência da Guarda Revolucionária. Após a sessão, Qaani solicitou uma reunião com Khamenei, mas seu pedido foi negado. O caso gira principalmente em torno de um "complexo esquema de lavagem de dinheiro e venda de recursos" destinados ao exército iraniano. Embora seu objetivo principal fosse burlar as sanções internacionais, o dinheiro foi usado para transferir fundos para contas bancárias privadas e para a compra de imóveis na Rússia, Turquia e Uzbequistão. Mossad nega Em junho do ano passado a conta oficial do Mossad em língua farsi no Facebook declarou que Qaani “não é nosso espião”. O Irã rejeitou as acusações de espionagem, classificando-as como "guerra psicológica". O post Quem será o espião do Mossad dentro do Irã? Comandante da tropa de elite dos pasdaran é suspeito apareceu primeiro em Revista Oeste .