'Única linguagem para conversar com os EUA é a da defesa', diz embaixador do Irã para ONU Em Genebra, na Suíça, o embaixador do Irã descartou nesta terça-feira (3) manter negociações diplomáticas com os Estados Unidos. Na entrevista coletiva com o embaixador iraniano, a correspondente Bianca Rothier fez a primeira pergunta. Questionou se ainda há espaço para a diplomacia. Ali Bahreini descartou: “Por ora, estamos muito céticos quanto à utilidade de uma negociação”, respondeu. Depois, ainda acrescentou: “A única linguagem para conversar com os Estados Unidos é a da defesa". E afirmou que o Irã é capaz de se defender até a guerra parar. 'A única linguagem para conversar com os EUA é a da defesa', diz embaixador do Irã Jornal Nacional/ Reprodução O presidente Donald Trump postou nesta terça-feira (3) que o Irã quer negociar, mas que agora é tarde demais. O embaixador deu outra versão: a de que, desde o início dos ataques, o Irã não procurou representantes americanos nem direta, nem indiretamente. Em fevereiro, representantes iranianos e americanos fizeram duas rodadas de conversas em Genebra. Os mediadores chegaram a informar que elas estavam avançando. Dois dias depois, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar. Trump afirmou que fez isso porque os iranianos não demonstraram interesse real em um acordo. O embaixador iraniano também declarou que se os países europeus de alguma forma se envolverem na guerra, vão sofrer consequências. Ataque contra uma escola primária para meninas no sul do Irã Jornal Nacional/ Reprodução A porta-voz do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos destacou que Volker Turk está “profundamente chocado” com os impactos da guerra. A ONU pediu uma investigação rápida, imparcial e completa sobre o ataque contra uma escola primária para meninas no sul do Irã. O ataque ocorreu no sábado (28). Segundo a agência estatal iraniana, pelo menos 160 pessoas morreram. A porta-voz do Alto Comissário ressaltou que ataques indiscriminados ou direcionados contra civis ou bens civis podem ser considerados crimes de guerra. O jornal “The New York Times” analisou vídeos e fotos e concluiu que a explosão destruiu ao menos metade da escola de dois andares. A escola fica ao lado de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica, do Irã. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as forças americanas não atacariam deliberadamente uma escola. As orças Armadas israelenses disseram não ter conhecimento de uma operação na área - que foi tomada nesta terça-feira (3) por uma multidão no funeral das vítimas. LEIA TAMBÉM O que está por trás do confronto entre Israel, Irã e Estados Unidos e o que podemos esperar? O que revelam as imagens da sala de guerra de onde Trump supervisionou ataque ao Irã Como era o prédio e como funciona a reunião que escolhe o novo líder supremo do Irã, atacados por Israel Escalada nuclear pode ser fatal para a humanidade: 'Vida na Terra seria inviabilizada', diz especialista