Após caso Master, Câmara deve votar nesta quarta-feira projeto sobre bancos em crise

A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira o projeto que cria um novo regime de resolução bancária no país e amplia os instrumentos de atuação do Banco Central em situações de crise no sistema financeiro. A proposta ganhou novo impulso nas últimas semanas após a repercussão do caso envolvendo o banco Master, que expôs desafios na condução de intervenções e liquidações de instituições financeiras. Mega-Sena: aposta do Ceará acerta seis dezenas e leva prêmio de R$ 158 milhões Caso Master: Liquidante do banco acusa Vorcaro e familiares de compraram mansão na Flórida com esquema de fraude Relatado pelo deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), o projeto estabelece mecanismos para permitir intervenções mais rápidas em bancos em dificuldade, com o objetivo de reduzir riscos de contágio para o sistema financeiro e evitar impactos mais amplos na economia. A iniciativa cria instrumentos para reorganização de instituições em crise, absorção de prejuízos por acionistas e credores e adoção de soluções de mercado antes de eventual uso de recursos públicos. BRB: Câmara do DF aprova projeto de lei de socorro ao banco após prejuízos com Master Embora o projeto esteja em tramitação no Congresso desde 2019, parlamentares e integrantes da equipe econômica passaram a tratar o tema como prioritário após a crise envolvendo o banco Master. O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de regras mais claras para atuação das autoridades em situações de instabilidade no sistema bancário. Nos bastidores, o relator tem se reunido com deputados e representantes do Banco Central para discutir ajustes pontuais no texto antes da votação. Ao GLOBO, Queiroz afirmou que recebeu sugestões de parlamentares, mas indicou que mudanças devem ser limitadas. — O cerne da proposta continuará o mesmo — disse. Liberação de cerca de R$ 30 bi: BC permite que bancos usem depósito compulsório para recompor FGC após crise do Master Parte das conversas envolve questionamentos sobre dispositivos que tratam do uso de recursos públicos em eventual socorro a instituições financeiras. Deputados têm levantado dúvidas sobre a retirada da exigência de lei específica do Congresso para autorizar aportes da União, regra prevista atualmente na Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo com esses pontos em debate, a expectativa do governo e do comando da Câmara é manter a votação prevista para esta quarta-feira. Initial plugin text