Os americanos deram início, nessa terça-feira, à temporada de eleições de meio de mandato, que podem redesenhar o mapa político em Washington e determinar o rumo da presidência de Donald Trump. Sob pressão, governo Trump intercala justificativas contraditórias para defender esforço de guerra contra o Irã No Congresso dos EUA, 'tropa de choque' de Trump defende legalidade de guerra contra o Irã, mas objetivos seguem incertos O Texas, segundo estado mais populoso do país, abriu suas urnas para escolher seus candidatos nas primárias para o Senado, que oferecem um teste inicial de como republicanos e democratas estão se posicionando para os dois últimos anos de Trump. As primeiras seções eleitorais fecharam às 19h (horário local), mas os resultados finais podem levar várias horas até serem conhecidos. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos, um segundo turno será realizado no fim de maio. Entre os republicanos, o senador John Cornyn, de 74 anos, uma figura conservadora de destaque, enfrenta o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, de 63 anos, um ferrenho apoiador de Trump com posições radicais, particularmente contra o direito ao aborto. Ambos se vangloriam de sua lealdade ao presidente, que não declarou apoio a nenhum candidato específico. Do lado democrata, Jasmine Crockett, uma congressista afro-americana de 44 anos conhecida por sua franqueza, afirma que uma personalidade combativa como a dela é necessária para se opor a Trump. Trump usa Venezuela pós-Maduro como referência ao comentar futuro do Irã, mas reconhece cenários diferentes Ela enfrenta James Talarico, um pastor branco de 36 anos e membro da legislatura do Texas, que ganhou notoriedade por meio de entrevistas amplamente divulgadas em círculos conservadores, nas quais declarou que não queria ceder a mensagem da Bíblia à direita. A Carolina do Norte e o Arkansas também escolherão seus candidatos, e os vencedores das primárias nos Estados Unidos se enfrentarão em novembro, quando os eleitores elegerão todos os membros da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e diversos governadores. O resultado determinará se Trump continuará a desfrutar de um Congresso favorável ou se enfrentará uma maioria democrata com o poder de bloquear leis e submeter seu governo a um escrutínio maior. - Donald Trump está no centro das atenções em todas essas primárias, quer os candidatos gostem ou não - disse Peter Loge, professor de comunicação política da Universidade George Washington. As primárias de terça-feira são as primeiras desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, no sábado, mas, como o conflito ainda está em seus estágios iniciais, não se sabe ao certo se influenciará a participação eleitoral ou o sentimento dos eleitores. Os republicanos entram na temporada eleitoral defendendo uma maioria de 53 a 47 no Senado e uma pequena maioria na Câmara dos Representantes.