Poluição ambiental está ligada a aumento de depressão e ansiedade, alerta agência europeia; entenda

A Agência Europeia do Meio Ambiente (EEA) alertou nesta terça-feira para a relação entre saúde mental e poluição ambiental e afirmou que a aplicação plena da legislação da União Europeia pode contribuir para a redução dos casos de depressão e ansiedade no bloco. Adriana Araújo: Entenda o que é aneurisma cerebral, condição que motivou internação da sambista mineira Greenpeace: Tribunal dos EUA ordena que ONG pague US$ 345 milhões à operadora de oleoduto alvo de protesto Segundo o relatório, a poluição do ar, sonora e química figura entre os principais fatores associados ao agravamento de transtornos mentais. "Os estudos mostram de forma consistente que a poluição do ar, por exemplo na forma de partículas finas (PM2,5) e dióxido de nitrogênio (NO2), está associada à depressão e a sintomas depressivos", destacou a agência no documento. A exposição ao chumbo, a disruptores endócrinos e a outras substâncias químicas — sobretudo durante fases críticas do desenvolvimento — também pode elevar o risco de transtornos mentais, acrescenta o texto. O relatório indica ainda que a poluição sonora, como a provocada pelo tráfego aéreo e rodoviário, pode estar relacionada a um maior risco de depressão e ansiedade, especialmente entre pessoas mais vulneráveis. "Reduzir a poluição, em conformidade com o plano de ação 'Poluição Zero' da UE, poderia melhorar a saúde mental em toda a Europa", afirmou a agência. De acordo com o documento, soluções baseadas na natureza apresentam benefícios comprovados para pessoas com transtornos mentais, ao contribuir para a redução do estresse, da ansiedade e da depressão, além de promover o bem-estar geral por meio do contato com ambientes naturais. Em 2023, os transtornos mentais representaram o sexto tipo de doença mais frequente na União Europeia e foram a oitava principal causa de morte no bloco, segundo a agência.