A temporada de Fórmula 1 de 2026 começa neste fim de semana, em Melbourne, com o britânico Lando Norris como atual campeão e Max Verstappen ansioso por vingança e lançado em uma "Operação Reconquista". É difícil fazer previsões desde já para esta nova temporada com 24 Grandes Prêmios, que terminará em dezembro em Abu Dhabi, devido à introdução dos novos regulamentos técnicos, que podem provocar uma mudança substancial na hierarquia dos últimos anos. Leia também: conflito no Oriente Médio dificulta logística da F1 rumo à Austrália, mas GP de abertura da temporada segue confirmado Veja: equipe de transmissão da Fórmula 1 na Globo recria foto clássica com pilotos feita em 1986 Discreto demais? Acusações foram feitas e argumentos foram levantados: mas será que realmente houve "arranque"? Esse é o termo usado no paddock para se referir à prática de baixar deliberadamente o padrão nos testes de pré-temporada. Verstappen fez alusão a isso ao se referir à Mercedes. "Aguardem até Melbourne e verão quanta potência eles ganham de repente, verão a velocidade que eles atingem em todas as retas", previu o tetracampeão mundial que foi destronado por Norris em 2025. Por sua vez, o chefe da Williams, James Vowles, concentrou-se na Red Bull, equipe de Verstappen, devido aos testes realizados no Bahrein, considerando que eles também mantiveram uma estratégia de ocultar suas cartas. Em todo caso, todos consideram normal ocultar qualquer possível vantagem, por menor que seja, para não dar pistas à concorrência antes do início da nova temporada na Austrália, especialmente em um momento de mudanças totais devido às novas regras técnicas. Chegada da Cadillac Com a Cadillac, a F1 dá mais um passo em sua incursão nos Estados Unidos, uma de suas prioridades. Primeiro veio a Haas, que entrou no grid em 2016, e uma década depois surge a Cadillac, um dos nomes mais famosos da indústria automobilística. Não se trata de uma estreia absoluta, visto que eles forneceram motores em 1952 e 1953, mas para quase todos os fãs será uma grande novidade, com o finlandês Valtteri Bottas e Sergio Pérez como pilotos da equipe. "Acredito sinceramente que temos uma base sólida sobre a qual construir esta equipe", disse o diretor da equipe, Graeme Lowdon, durante a pré-temporada. "Isso provavelmente é o máximo que se pode pedir de uma equipe nova, a menos que um milagre aconteça", observou. Readaptação de um clássico Outra equipe nova para ficar de olho é a Audi, que tem uma história rica e longa no automobilismo, respaldada por vitórias nas 24 Horas de Le Mans, no Rali Dakar e no Campeonato Mundial de Rali, entre outros. A novidade agora é que ele está se aventurando nas águas da Fórmula 1 pela primeira vez. Para alcançar esse objetivo, a equipe alemã adquiriu o lugar da Sauber e manteve o talento do experiente piloto alemão Nico Hülkenberg, que na temporada passada conquistou seu primeiro pódio em Silverstone, após 15 anos e 239 corridas na F1. O outro piloto será o brasileiro Gabriel Bortoleto, de 21 anos. A sensação era boa para a Audi na pré-temporada, embora o chefe da equipe, Jonathan Wheatley, insista na cautela. Juventude ao poder Com 18 anos e 212 dias, quando as luzes se apagarem em Melbourne, o britânico Arvid Lindblad, de ascendência sueca e indiana por parte de seus pais, se tornará o quarto piloto mais jovem da história a estrear na F1, superado apenas por Verstappen, Lance Stroll e Kimi Antonelli. Lindblad estará ao volante de um Racing Bulls, onde o outro piloto será Liam Lawson. Ele será o único estreante no grid nesta temporada: em 2025, venceu três corridas de Fórmula 2 - duas delas aos 17 anos — e está no radar da Red Bull desde os 12 anos de idade. Em janeiro, ele foi surpreendentemente sincero sobre como se sentia e se achava que estava pronto para dar o salto para a F1: "Não sei. Tenho muito a aprender. Se você me perguntar se estou completamente pronto, bem, eu não sei", admitiu à F1 TV. Última dança de Alonso e Hamilton? No outro extremo da faixa etária, o espanhol Fernando Alonso (44 anos) e o inglês Lewis Hamilton (41 anos) podem estar travando sua última batalha na F1. Alonso conquistou seus dois títulos mundiais (2005, 2006) antes mesmo de Lindblad nascer. O piloto asturiano está no último ano de seu contrato com a Aston Martin, e seu desempenho hesitante na pré-temporada não inspira otimismo sobre seu potencial para 2026. Hamilton também está no último ano de seu contrato com a Ferrari. No ano passado, ele teve uma temporada terrível com a Ferrari e quer mostrar ao mundo que não desistiu de lutar pelo seu oitavo título mundial.