Clínica do prefeito de Macapá foi um dos endereços alvo da operação PF/Divulgação Endereços ligados ao prefeito de Macapá (AM), Dr. Furlan (PSD), são alvo de uma operação da Polícia Federal contra fraude em licitações na saúde. A segunda fase da operação Paroxismo ocorre na manhã desta quarta-feira (4). A ação cumpre determinação do STF que afastou servidores e determinou o cumprimento de 13 mandados. Em Macapá, endereços ligados ao prefeito Dr. Furlan foram alvo da ação. A polícia investiga um possível esquema de fraude em licitação para execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. De acordo com as investigações, há indícios de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O contrato sob suspeita foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. Mandados e afastamentos O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). O STF também determinou o afastamento de servidores públicos de seus cargos por 60 dias. O que diz a investigação Segundo a PF, o grupo teria atuado para manipular o processo licitatório e garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Além disso, há suspeita de que parte dos recursos destinados à obra tenha sido desviada e posteriormente lavado por meio de movimentações financeiras irregulares. Contexto O Hospital Geral Municipal de Macapá é uma das principais obras de infraestrutura da saúde na capital, com orçamento estimado em dezenas de milhões de reais. A operação busca esclarecer se o projeto foi usado como instrumento para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.