Guatemala apreende mais de R$ 3 milhões em medicamentos ilegais

As autoridades da Guatemala apreenderam um carregamento de medicamentos sem autorização avaliado em mais de 4,5 milhões de quetzales (cerca de R$ 3,1 milhões) durante uma operação realizada nesta terça-feira (3) na Alfândega Central do país. A ação foi conduzida pela Polícia Nacional Civil (PNC) em conjunto com a Superintendência de Administração Tributária (SAT). Veja vídeo: Cão impede sequestro de mulher na Espanha Criança morre após receber transplante de coração 'queimado por congelamento' na Itália De acordo com o Ministério do Interior, a carga irregular foi identificada durante inspeções de rotina em mercadorias que transitavam pelo terminal aduaneiro, um dos principais pontos de circulação comercial do país. Os produtos estavam distribuídos em três caminhões e não possuíam as licenças de importação nem os registros sanitários exigidos pela legislação. Operação contra o contrabando Segundo o relatório divulgado pelas autoridades nas redes sociais, o valor total da mercadoria apreendida chega a 4.586.423,7 quetzales, configurando uma das maiores apreensões de medicamentos ilegais registradas neste ano no país. A operação está vinculada às ações do Conselho Interinstitucional para a Prevenção e o Combate à Fraude Fiscal e ao Contrabando Aduaneiro (COINCON). Em comunicado, a SAT afirmou que a ofensiva busca combater o comércio ilícito, proteger a propriedade intelectual e preservar a saúde da população Autoridades alertaram que medicamentos sem controle sanitário representam risco direto aos consumidores, já que não há garantia sobre composição, armazenamento ou validade dos produtos. Além do impacto na saúde pública, o contrabando também afeta a economia formal. Segundo o governo, a circulação de remédios ilegais prejudica empresas regulamentadas, reduz a arrecadação de impostos e distorce a concorrência no setor farmacêutico. Corredor estratégico na região Localizada em uma rota comercial importante da América Central, a Guatemala tem reforçado a fiscalização em pontos de entrada do país. O governo afirma que redes criminosas utilizam o mercado farmacêutico para distribuir produtos falsificados e movimentar recursos ilegais. Para as autoridades, a apreensão na Alfândega Central faz parte de uma estratégia mais ampla de controle fronteiriço e envia um recado às organizações envolvidas em contrabando de que a vigilância aduaneira foi intensificada.