Chinesa de transporte marítimo Cosco suspende operações no Golfo, em meio à guerra no Oriente Médio

A empresa chinesa de transporte marítimo Cosco, que possui uma das maiores frotas de petroleiros do mundo, anunciou a suspensão, a partir desta quarta-feira, das operações para os países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Iraque e Kuwait, devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em meio à guerra: Trump afirma que os EUA vão escoltar e oferecer seguro a petroleiros para garantir passagem pelo Estreito de Ormuz Via marítima: Onde fica o Estreito de Ormuz e por que ele é tão importante para o consumo global de petróleo? A empresa estatal com sede em Xangai se une a outras grandes companhias de navegação, incluindo Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, que decidiram suspender o tráfego no Golfo devido ao fogo cruzado nessa importante via marítima. "Em vista da escalada do conflito na região do Oriente Médio e das consequentes restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz", a Cosco decidiu "suspender todas as novas reservas... para as rotas relevantes com efeito imediato e até nova ordem", afirmou a empresa em um comunicado. A Guarda Revolucionária iraniana afirma que tem o controle total sobre o Estreito de Ormuz. Desde sábado, o Irã responde aos ataques americanos e israelenses com o lançamento de drones e mísseis contra as monarquias árabes do Golfo, aliadas dos Estados Unidos, e contra Israel. Entenda: Guerra no Irã já provoca engarrafamento no Estreito de Ormuz, com 150 petroleiros parados A suspensão das operações abrange os países Bahrein, Iraque, Catar, Kuwait e em algumas áreas dos Emirados e da Arábia Saudita. O porto saudita de Jidá, no Mar Vermelho, e os portos emiradenses de Khor Fakkan e Fujairah, voltados para o Golfo de Omã, poderão receber serviços sem passar pelo Estreito de Ormuz. Initial plugin text