Investigações da Polícia Federal (PF) concluíram que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria mantido práticas ilícitas mesmo depois de ganhar liberdade provisória, em novembro do ano passado. Ele foi novamente detido nesta quarta-feira, 4. + Leia mais notícias de Política em Oeste De acordo com a apuração, o órgão policial sustenta que, depois da soltura, a organização liderada por Vorcaro prosseguiu ocultando recursos bilionários em nomes de terceiros. Esses valores só foram identificados por causa das ações realizadas depois do início da segunda etapa da Operação Compliance Zero, que teve autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) . Vorcaro: ocultação de valores e atuação do Master Registro de uma operação com agentes e viatura da Polícia Federal | Foto: Divulgação/PF Um documento enviado pela PF ao ministro André Mendonça detalhou que, enquanto o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) era acionado para cobrir um prejuízo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro causado pelo Banco Master, Vorcaro escondia mais de R$ 2 bilhões de seus credores e vítimas. Segundo a Polícia Federal, parte desse valor estava associada a uma empresa conhecida por atuar na lavagem de dinheiro de organizações criminosas de grande porte no país. Leia também: "Banco Master: a insustentável leveza de Brasília" , reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 311 da Revista Oeste Nesta quarta-feira, 4, o ministro André Mendonça decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro. O objetivo é impedir que as ações ilegais continuem. As autoridades também buscam evitar novas tentativas do investigado de burlar o sistema judiciário, ampliar o prejuízo ao Fundo Garantidor de Crédito e aos credores, além de prevenir ameaças, coação e obstrução das investigações. Em nota, a defesa do banqueiro rejeitou as acusações e declarou confiar na apuração dos fatos. Confira o texto na íntegra: "A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça. A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições." O post PF: Vorcaro praticou crimes depois de sair da prisão em novembro apareceu primeiro em Revista Oeste .