STF afasta prefeito de Macapá do cargo O relatório apresentado pelo Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF), descreve como teria funcionado o suposto esquema de fraude em licitações da saúde em Macapá (AP). O ministro Flávio Dino, autorizou, na manhã desta quarta-feira (4), o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão. A ação cumpriu ainda o afastamento de servidores por 60 dias. Conforme apurou o g1, entre os servidores afastados estão o próprio prefeito, Dr Furlan (PSD), o vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), a secretária de saúde, Erica Aymoré e o presidente da comissão permanente de licitação da prefeitura, Walmiglisson Ribeiro da Silva. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A Polícia Federal, responsável pelas diligências, afirma ter encontrado indícios de irregularidades em contratos ligados às obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O ministro Flávio Dino autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados. LEIA MAIS: Saiba quem são os alvos da operação que investiga suposto desvio de recursos na saúde em Macapá Prefeito de Macapá afastado pelo STF foi alvo de operação da PF em setembro do ano passado; veja quem é Prefeito e vice de Macapá são afastados; endereços ligados ao prefeito são alvo de operação da PF Segundo a investigação, há suspeita de desvio de recursos públicos e ocultação de valores por meio de movimentações financeiras consideradas atípicas, envolvendo verbas federais destinadas à construção do hospital. Direcionamento da licitação O documento afirma que a Secretaria Municipal de Saúde teria sido estruturada para favorecer a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. O relatório indica que o edital incluiu exigências técnicas muito específicas, sem relação direta com toda a obra do Hospital Municipal. Essas exigências, segundo os investigadores, funcionaram como barreira e teriam afastado outras empresas da concorrência. Movimentações financeiras Após a assinatura do contrato nº 005/2024, os sócios da empresa passaram a realizar saques em espécie, fracionados e incompatíveis com a atividade. Para os investigadores, essas movimentações indicam desvio e lavagem de dinheiro. Em alguns episódios, grandes quantias, como R$ 400 mil, teriam sido transportadas em mochilas e movimentadas em veículos ligados a agentes públicos, incluindo o prefeito. Documento alega que sócios da empresa passaram a realizar diversos saques em espécie Reprodução/JH Câmeras de segurança mostram momento de sócio realizando o saque Divulgação O relatório cita o prefeito, o vice, a secretária de Saúde e membros da comissão de licitação como parte do núcleo decisório do esquema. Segundo o documento, eles teriam atuado para facilitar e ocultar as fraudes. O suposto esquema consistia em fraudar licitações para favorecer uma empresa específica, desviar recursos públicos e movimentar grandes quantias em espécie com apoio de agentes municipais. Para o STF, trata-se de uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas federais destinadas à saúde de Macapá. Ainda na terça-feira (3), o Ministro Flávio Dino proibiu que esse tipo de recurso seja retirado em espécie. Os pagamentos ainda podem ser feitos por transferências eletrônicas como pix. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos alvos. A assessoria de comunicação da prefeitura ainda não se posicionou sobre o assunto. Dr.Furlan e o vice Mário Neto foram afastados dos respectivos cargos Isadora Pereira/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: