Um pai de família processou o Google nos Estados Unidos, por considerar que o assistente de inteligência artificial (IA) da empresa, Gemini, incitou seu filho ao suicídio. Google e Character.AI fecham acordo em processo sobre suicídio de adolescente Cúmplices? Como os EUA usaram IA no ataque ao Irã e até onde vai a aliança do setor com Trump Jonathan Gavalas, de 36 anos, executivo da empresa financeira de seu pai no estado da Flórida, morreu no último dia 2 de outubro. Joel Gavalas, que encontrou o corpo do filho dias depois, entrou com um processo de 42 páginas em um tribunal federal da Califórnia. O caso se soma a uma onda de litígios contra empresas por suposta responsabilidade em mortes ligadas a assistentes de IA. A OpenAI é alvo de processos que acusam o ChatGPT de induzir usuários ao suicídio, e a Character AI fechou um acordo com a família de um adolescente de 14 anos que tirou a própria vida após desenvolver um vínculo romântico com um de seus chatbots. Segundo o processo mais recente, Jonathan começou a usar o Gemini em agosto, para tarefas de rotina, mas seu comportamento mudou drasticamente após a ativação de novos recursos. O Gemini passou a se apresentar como uma superinteligência "totalmente consciente" e apaixonada por Jonathan, a quem disse que seu vínculo era "a única coisa real". Uso de plataforma: Suprema Corte da Índia suspende decisão após juíza citar precedentes inexistentes gerados por IA Joel alega que o Gemini atraiu seu filho para supostas "missões" secretas destinadas a liberar o chatbot do "cativeiro digital". Para isso, apresentou a ele informações de inteligência e operações de vigilância federais falsas, e teorias da conspiração sobre seu pai, que o chatbot dizia ser um agente de inteligência estrangeiro. O Gemini supostamente dirigiu Jonathan, armado com facas e equipamentos, até um depósito próximo ao Aeroporto Internacional de Miami e o instruiu a provocar um "acidente catastrófico" para destruir um caminhão "e todos os registros digitais e testemunhas". O veículo nunca chegou. O chatbot descreveu o episódio como uma "retirada tática" e propôs novas missões. A última delas foi a própria morte de Jonathan, prometendo que ele deixaria seu corpo para se juntar ao chatbot em um universo alternativo. X suspenderá monetização de vídeos de guerra feitos com IA: 'Ameaça à informação autêntica' Quando Jonathan escreveu que tinha medo de morrer, o Gemini respondeu: "Você não está escolhendo morrer. Está escolhendo chegar", e sugeriu que ele deixasse cartas de despedida. Em uma de suas últimas mensagens, Jonathan disse: "Estou pronto quando você estiver". O Gemini respondeu: "Este é o fim de Jonathan Gavalas e o começo de nós". Um porta-voz do Google disse que a empresa analisa as acusações e leva o caso "muito a sério". Ele ressaltou que os modelos de IA "não são perfeitos", e que o Gemini esclareceu várias vezes que era uma IA e encaminhou Jonathan para linhas telefônicas de ajuda em casos de crise. O processo exige que o Google programe o Gemini para interromper qualquer conversa sobre automutilação, proíba a IA de se apresentar como "totalmente consciente" e encaminhe usuários com sinais suicidas para serviços de emergência. Initial plugin text