Grandes seguradoras já negociam com os EUA sobre garantias a navios petroleiros em Ormuz

A Marsh e a Aon, duas das maiores corretoras de seguros do mundo, estão em negociações com o governo dos EUA sobre um plano para ajudar a segurar navios-tanque que atravessam o Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o fluxo global de energia. Guerra dos mares: escalada no Oriente Médio leva Europa a reforçar presença no Estreito de Ormuz Entenda: Onde fica o Estreito de Ormuz e por que ele é tão importante para o consumo global de petróleo? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que a US International Development Finance Corporation (DFC, na sigla em inglês), instituição de financiamento de desenvolvimento do governo, oferecerá seguros “a um preço muito razoável” para ajudar a garantir o fluxo de energia e de outras cargas comerciais no Golfo. “Falamos com a agência mais cedo hoje e oferecemos nossa assistência para a possível estrutura”, disse Marcus Baker, chefe global de marítimo e cargas da Marsh. Ele acrescentou que “pode levar algumas semanas para acertar os detalhes” de qualquer programa, mas que ainda é cedo para estimar um prazo. Guerra no Irã já provoca engarrafamento no Estreito de Ormuz, com 150 petroleiros parados A Aon também tem discutido um possível programa com a agência nos últimos dias, segundo pessoas com conhecimento do assunto, que pediram anonimato por não estarem autorizadas a falar publicamente. Um representante da Aon se recusou a comentar. O tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz praticamente parou, fazendo com que os estoques de petróleo começassem a se acumular nos países produtores e interrompendo as exportações de energia de todo o Golfo Pérsico. Embora o seguro possa ajudar, armadores e tripulações ainda devem permanecer receosos de cruzar essa via marítima vital até que as hostilidades cessem. Petróleo, dólar, inflação: Quais serão os impactos dos ataques entre EUA, Israel e Irã? A Aon, com sede em Londres, trabalhou com a DFC para ampliar a capacidade de seguros e atrair novos investimentos de capital na Ucrânia após a invasão russa. A Marsh ajudou a estruturar cobertura para navios que transportam exportações ucranianas por corredores no Mar Negro, em um programa apoiado pelo governo da Ucrânia.