EUA expandem a guerra para além do Oriente Médio e atacam navio do Irã perto do Sri Lanka Os Estados Unidos expandiram a guerra para além do Oriente Médio. Nesta quarta-feira (4), as forças americanas anunciaram que um submarino de guerra afundou um navio do Irã no Oceano Índico, a milhares de quilômetros de distância do Golfo Pérsico. O ataque matou dezenas de militares iranianos. A imagem não era vista desde a Segunda Guerra Mundial: um submarino americano afundando um navio inimigo com torpedos. O navio era iraniano, o IRIS Dena, com 180 pessoas a bordo. O ataque foi na terça-feira (3), a mais de 4 mil km de Teerã, no Oceano Índico, em águas internacionais, perto do Sri Lanka. As autoridades do país receberam um chamado de socorro. “Ao chegarmos à área, não avistamos nenhum navio, só uma mancha de óleo e botes salva-vidas”, disse o porta-voz da Marinha do Sri Lanka. Até agora, as autoridades do país confirmaram 87 mortes. A Marinha resgatou 32 pessoas e levou para um hospital na cidade portuária de Galle. As buscas continuam. Os Estados Unidos afirmam que já atacaram ou afundaram mais de 20 navios do Irã e que já atingiram quase 2 mil alvos dentro do país. O número de mortos nos bombardeios subiu para 1.045, segundo a imprensa estatal iraniana. As colunas de fumaça agora são uma constante em Teerã. Na cidade, já são 100 horas de combate. Mais uma delegacia foi bombardeada. Nos céus da capital, um avião israelense abateu pela primeira vez um caça iraniano. EUA expandem guerra e afundam navio iraniano no Sri Lanka Jornal Nacional/ Reprodução Mesmo com os ataques de Israel e Estados Unidos, o governo iraniano não dá nenhum sinal de que pretende ceder. Enquanto os mísseis são lançados, o regime toca o processo de transição de comando, mas prioriza as reuniões virtuais para evitar novos ataques. Alguns nomes começaram a ganhar força. Um deles é Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo morto no sábado (27). Ele é considerado um linha-dura e uma das figuras mais influentes do clero iraniano. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou eliminar qualquer um escolhido para suceder o aiatolá Ali Khamenei. Em meio aos bombardeios, o funeral do líder supremo, marcado para esta quarta-feira (4), foi adiado. E um dos líderes religiosos do país pediu vingança e convocou muçulmanos xiitas a derramarem o sangue do presidente americano, Donald Trump. Desde segunda-feira (2), a guerra ganhou uma nova frente de batalha: o Líbano - depois que o grupo extremista Hezbollah abriu fogo contra Israel para vingar a morte do líder supremo do Irã. Ali, o conflito é travado não só no ar, mas por terra também, com soldados e tanques israelenses avançando pelo sul do país vizinho. Eles exigiram que os moradores saiam da região. Milhares de pessoas foram para a capital, onde Israel também lançou mais ataques nesta quarta-feira (4). Prédios de Beirute ficaram destruídos. Em 48 horas, mais de 250 alvos do Hezbollah em dezenas de cidades e vilas foram atingidos. Vinte pessoas morreram só nesta quarta-feira (4), segundo o governo libanês – 72 ao todo. E o grupo continua lançando foguetes em direção a Israel. LEIA TAMBÉM Guerra no Irã marca novo estágio de desenvolvimento de armas de guerra, com sistemas de inteligência artificial Guerra dos EUA e de Israel contra o Irã é legal? O que diz a lei internacional INFOGRÁFICOS: Mortes passam de mil no Irã, e Israel amplia ofensiva no Líbano 'Hora de partir': super-ricos de Dubai pagam fortunas para fugir da guerra Sri Lanka diz que recuperou 87 corpos e localizou 32 pessoas vivas em navio de guerra iraniano afundado por submarino dos EUA