No fim da tarde desta quarta-feira, 4, a imprensa noticiou a suposta tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e um dos presos na terceira fase da Operação Compliance Zero. Mourão estava sob custódia da Polícia Federal (PF) na superintendência da corporação em Minas Gerais. A PF confirmou a tentativa de suicídio. Em nota publicada às 16h55, a corporação afirmou que "ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)". "A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico", prosseguiu a nota. + Leia mais notícias de Política em Oeste A PF informou que irá instaurar procedimento interno para apurar o caso, além de encaminhar registros em vídeo com detalhes da operação ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) . No início da noite, um policial federal teria confirmado a morte de Mourão à revista Veja . Depois da repercussão da notícia, a PF complementou a nota publicada no fim da tarde e negou a morte de Mourão. Às 22 horas, a corporação publicou o seguinte: " A PF não confirma as notícias veiculadas na imprensa que atestam a morte do custodiado. Informações sobre o estado de saúde do preso serão informadas depois de atualização da equipe médica. " Momentos antes, por volta das 21h45, segundo apuração do portal g1, o "Hospital João XXIII estava iniciando o protocolo para confirmar a morte cerebral" de Mourão. https://www.youtube.com/watch?v=L8CJKHE3ka8 O protocolo O protocolo de morte encefálica (ME) reúne um conjunto rigoroso de exames clínicos e complementares para determinar a morte cerebral, caracterizada pela interrupção irreversível das funções do cérebro. No Brasil, os médicos realizam dois exames clínicos, com intervalo mínimo entre eles, aplicam um teste de apneia e solicitam um exame complementar para confirmar legalmente a morte. Inicialmente, exige-se um período mínimo de seis horas de tratamento intensivo depois da identificação da causa do coma. Nos casos de encefalopatia hipóxico-isquêmica, o tempo mínimo de observação é de 24 horas. O protocolo também determina intervalo mínimo de uma hora entre o primeiro e o segundo exame clínico. Os médicos podem realizar os exames complementares depois do primeiro exame clínico, desde que eles comprovem a ausência de fluxo sanguíneo ou de atividade elétrica cerebral. "Sicário" As investigações sobre um esquema bilionário de fraudes financeiras no Banco Master resultaram na prisão de dois suspeitos centrais: “Sicário”, responsável por tarefas operacionais, e Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como líder da organização criminosa. A PF deteve ambos durante a Operação Compliance Zero, que apura o funcionamento de diferentes núcleos do grupo. Segundo as apurações, “Sicário” atuava em funções estratégicas, como monitoramento de alvos, acesso não autorizado a dados sigilosos e ações de intimidação, tanto física quanto moral. Conversas obtidas pela PF revelam que Daniel Vorcaro ordenou a obtenção de informações pessoais de uma funcionária, a intimidação de outros empregados e o planejamento de agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo . Leia também: "Não se intimide, ministro" , artigo de Augusto Nunes, publicado na Edição 311 da Revista Oeste O post Fontes divergem sobre morte do ‘agente’ de Vorcaro apareceu primeiro em Revista Oeste .