Operação do MPSP mira esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na Polícia Civil de SP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Federal realizam, na manhã desta quinta-feira (5), uma operação contra um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil de São Paulo. As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que o grupo transformava dinheiro em espécie em créditos de vales-refeição para ocultar a origem de propinas. A investigação também aponta o uso de empresas de fachada e a simulação de operações de importação para dar aparência legal aos recursos. A Justiça decretou a prisão de 11 investigados e autorizou o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos e às empresas utilizadas no esquema. Os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, investigados na Operação Lava Jato, são apontados como operadores financeiros do esquema. De acordo com o Ministério Público, a rede também contava com a atuação de agentes públicos que ajudariam a evitar fiscalizações e a encerrar investigações após o pagamento de propina. Em um dos episódios citados pela Promotoria, conforme apurou o G1, policiais teriam exigido R$ 5 milhões para não dar prosseguimento a um inquérito. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a Corregedoria da Polícia Civil participa da operação e que "a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades". Os alvos incluem residências particulares, escritórios de advocacia e as sedes das delegacias onde os policiais investigados estavam lotados, como o DPPC, o Deic e o 16º Distrito Policial.