O Ibama prendeu em flagrante na quarta-feira um madeireiro por tentativa de suborno a um fiscal ambiental no município de Anapu, no Pará. Ao perceber que seria autuado por irregularidades, o homem ofereceu R$ 100 mil ao servidor para que o procedimento fiscalizatório fosse favorecido. O agente recusou a proposta de imediato e comunicou à Polícia Federal (PF). Mandíbula torcida e dentes para os lados: Fóssil de espécie desconhecida de 275 milhões de anos é achado no Nordeste brasileiro; imagens Entenda: CNJ aposenta juiz que teve 'relação íntima' com advogado de facção e não declarou suspeição Segundo o Ibama, o madeireiro apresentou R$ 3.500 em espécie como forma de adiantamento, momento no qual recebeu voz de prisão em flagrante por corrupção ativa. O Código Penal prevê reclusão de um a oito anos e multa em casos de condenação. A prisão ocorreu durante a ação de fiscalização da Operação Maravalha. A empresa na qual o homem trabalha havia sido previamente notificada pelas autoridades a apresentar o romaneio — documento logístico e fiscal obrigatório no setor madeireiro — cujo prazo havia expirado na data do contato. No entanto, durante a conferência do documento, foram identificadas aproximadamente 2.200 toras de madeira, muitas delas sem identificação individual. Elas careciam, portanto, de comprovação de origem legal, “configurando indícios de irregularidades na cadeia de custódia do produto florestal”, segundo o Ibama. O homem foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Altamira, onde permanece à disposição da autoridade policial.