'Sicário' de Vorcaro': o que é protocolo de morte cerebral

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” da milícia de Daniel Vorcaro, teve sua morte cerebral confirmada no hospital, de acordo com a coluna de Míriam Leitão. De acordo com o Ministério da Saúde, a morte encefálica ou morte cerebral, é a morte de fato, compreendida pela perda completa e irreversível das funções cerebrais, definida pela cessação das funções corticais e do tronco cerebral. Neste caso, mesmo que ainda haja batimentos cardíacos, a respiração não acontecerá sem ajuda de aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica caracteriza inevitavelmente a morte de um indivíduo. No entanto, antes de ser confirmada a morte cerebral, há um rígido protocolo de diagnóstico, sendo necessários dois exames clínicos, com base em critérios precisos e padronizados, com intervalos que variam de acordo com a idade dos doadores, realizados por médicos diferentes. De acordo com informações do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), os exames são necessários para confirmar a ausência permanente de função do tronco cerebral; um teste de apneia, para comprovar a ausência de movimentos respiratórios; e um exame complementar para confirmar a ausência permanente de função cerebral. Nesta situação, os órgãos e tecidos podem ser doados para transplante, mas apenas após o consentimento familiar. A “Lei dos Transplantes” estabelece que a doação de órgãos após a morte só pode ser realizada quando for constatada a morte encefálica.