Lulinha e caso Master impulsionam menções negativas a Lula nas redes

Um estudo recente da Brandwatch apontou que a maioria das menções ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, entre 19 horas de terça-feira, 4, e 7 horas desta quarta-feira 5, teve tom negativo. Segundo a análise, as movimentações bancárias de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e os escândalos envolvendo o Banco Master concentraram 93% das menções desfavoráveis ao presidente. No período avaliado, foram identificadas 90 mil publicações, que atingiram aproximadamente 154 milhões de pessoas em diferentes plataformas digitais. Não é a primeira vez que um levantamento da Brandwatch aponta menções negativas a Lula nas redes sociais. + Leia mais notícias de Política em Oeste No mês passado, um estudo identificou indícios de uso de robôs para impulsionar manifestações virtuais em apoio ao presidente Lula durante a polêmica gerada pela homenagem feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro. A escola terminou na última colocação e os jurados a rebaixaram. O levantamento mostrou que, entre 15 e 18 de fevereiro, perfis no X apresentaram padrões considerados inorgânicos. Em outro estudo, realizado no mesmo período, a Brandwatch identificou 242.630 menções ao tema em redes sociais, portais, blogs e outros canais digitais, com alcance aproximado de 1,1 bilhão de pessoas. Entre as menções analisadas, 39% apresentaram teor negativo em relação à homenagem ao presidente Lula, enquanto 35% expressaram sentimento positivo e 26% permaneceram neutras. https://www.youtube.com/watch?v=YOgwH9pgn_U Lulinha Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, aparece citado nas investigações sobre a fraude bilionária no INSS como suposto sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Há suspeitas de que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil, segundo o relato de uma testemunha. A defesa de Lulinha, no entanto, nega todas as acusações. As referências a Lulinha constam em três conjuntos de informações reunidas pela investigação, obtidas a partir da quebra de sigilo de pessoas ligadas ao Careca do INSS. O lobista está preso desde setembro do ano passado, sob suspeita de comandar o esquema. Além disso, dados que constam de quebra de sigilo obtida pela CPMI do INSS apontam que Lulinha teria movimentado R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025 . Outros documentos da CPMI revelam que Lulinha recebeu de seu pai, o presidente Lula, R$ 721,2 mil em três transferências registradas em sua conta bancária . As operações ocorreram entre 2022 e 2023. Escândalo do Banco Master O caso do Banco Master envolve investigações sobre irregularidades financeiras atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal (PF) apura suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas atípicas relacionadas ao grupo. Mensagens e documentos obtidos na investigação indicariam contatos do empresário com autoridades. Leia também: "Lulopetismo rebaixado" , artigo de Adalberto Piotto, publicado na Edição 310 da Revista Oeste Em alguns diálogos citados no inquérito aparece o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , o que gerou questionamentos sobre a natureza dessas referências. As apurações também mencionam interações que envolvem o ministro Dias Toffoli, do STF, no contexto das relações institucionais do banco e de seus representantes. Relatos reunidos na investigação ainda citam encontros e interlocuções que mencionam o presidente Lula durante a crise enfrentada pela instituição. As autoridades buscam esclarecer o alcance das irregularidades e a eventual participação de agentes públicos. O post Lulinha e caso Master impulsionam menções negativas a Lula nas redes apareceu primeiro em Revista Oeste .