Post de Ludmilla reacende polêmica entre Benny Briolly e Fernanda Louback na Câmara de Niterói

A cantora Ludmilla usou as redes sociais nesta quinta-feira (5) para manifestar apoio à vereadora Benny Briolly após a parlamentar relatar ter sofrido ataques durante uma sessão da Câmara Municipal de Niterói. Em publicação no X, a artista afirmou que a vereadora “não está sozinha” e criticou a hostilidade enfrentada pela parlamentar. “Hoje meu agradecimento e solidariedade vai para a @bennybriolly, que mais uma vez foi atacada e quase agredida por defender e destacar a cultura do povo preto. O que deveria ser um momento para comemorarmos, virou mais um episódio de indignação. Você não está sozinha. Pra cima Benny!”, escreveu Ludmilla. A manifestação ocorreu dois dias após uma sessão do Legislativo municipal marcada por tensão durante a votação de um projeto que concedeu à cantora o título de cidadã niteroiense. A proposta, defendida por Benny Briolly, foi aprovada por 8 votos a 6, mas gerou embates entre parlamentares no plenário. Durante o debate, a vereadora Fernanda Louback, do PL, criticou a homenagem e afirmou que, no Brasil atual, “parece que é crime ser branco”, declaração que provocou reação de outros vereadores e ampliou o clima de confronto na sessão. Em nota divulgada após a repercussão do episódio, Louback afirmou que foi alvo de desrespeito por parte de Benny Briolly enquanto utilizava seu tempo regimental na tribuna. Segundo a parlamentar, a colega teria feito gravações, gestos de deboche e interrupções durante sua fala. Louback também acusa Benny de ter proferido uma expressão ofensiva ao dizer que ela estaria “latindo”. Ainda de acordo com a vereadora do PL, o caso foi levado formalmente à análise da Câmara por meio de uma representação baseada no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. No documento, ela sustenta que a conduta da colega teria ultrapassado os limites do debate político e sido incompatível com o exercício do mandato. Louback também afirmou que sua posição durante a votação foi de natureza política e legislativa. Segundo a parlamentar, a crítica à homenagem se baseou na interpretação da Lei Municipal nº 4.097/2025, que trata do uso de recursos públicos para financiar shows que façam apologia às drogas. A sessão em que ocorreu o embate aconteceu semanas depois de vereadores do PL questionarem o show de réveillon realizado por Ludmilla em Niterói. Na ocasião, integrantes do partido levantaram acusações de suposta apologia ao tráfico e ao uso de drogas, críticas que haviam sido rebatidas por Benny Briolly durante o debate na Câmara. Ao defender a concessão do título honorífico, Benny afirmou que a trajetória de Ludmilla representa a valorização da cultura negra e periférica no país. Para a vereadora, a artista — mulher negra e oriunda de comunidade da Baixada Fluminense — tornou-se uma referência na música brasileira e internacional, além de representar um símbolo de reconhecimento para jovens negros e LBTs. Apesar das discussões e tentativas de obstrução relatadas durante a sessão, a homenagem foi aprovada pela maioria dos vereadores, oficializando a concessão do título de cidadã niteroiense à cantora. A publicação de Ludmilla nas redes sociais repercutiu rapidamente entre apoiadores da artista e da vereadora, ampliando o debate sobre representatividade, cultura periférica e racismo no ambiente político. Initial plugin text