A Polícia Federal fechou um depósito que seria utilizado pela quadrilha de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, para armazenar cigarros ilegais e falsificados. No interior do imóvel, localizado em São Gonçalo, foram encontradas cerca de 12,5 mil maços de cigarro, todos com indícios de irregularidades de fabricação e rotulagem. A história de Adilsinho: de filho de bicheiro que jogava futebol a capo 'sanguinário' da contravenção e patrono do Salgueiro VÍDEO: imagem de drone mostra Adilsinho correndo ao redor da piscina minutos antes de ser rendido pela polícia No momento da chegada dos policiais, dois homens tentavam retirar a carga às pressas, possivelmente para evitar a apreensão. Eles foram presos e levados à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde prestaram esclarecimentos e permanecem à disposição da Justiça. As investigações preliminares apontam que a mercadoria pode ter relação com a máfia do cigarro, que seria controlada por Adilsinho no Rio. O grupo controla fábricas clandestinas em diversas regiões do estado e domina o comércio estadual do produto por meio de controle territorial e violência. Imagens de drone mostram operação para prender Adilsinho A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais e ao Tráfico de Armas (DELEPAT/PF/RJ. Em operações anteriores contra a quadrilha de Adilsinho, foram identificados locais onde trabalhadores estrangeiros – especialmente paraguaios – eram mantidos em condições análogas à escravidão durante a produção dos cigarros ilícitos.