Em meio à atual alta do petróleo provocada pela guerra no Irã, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira um lucro líquido de R$ 110, 129 bilhões referente ao exercício do ano passado. O número representa uma alta em relação ao ganho registrado em 2024, de R$ 36,6 bilhões. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento da produção e da venda de derivados ao longo de 2025, de acordo com analistas ouvidos pelo GLOBO. Ganhos: Petrobras vai pagar R$ 8,1 bilhões em dividendos do quarto trimestre de 2025 Guerra: Conflito no Oriente Médio já impacta preços do frete do petróleo, diz presidente da Shell Analistas de mercado e bancos esperavam ganhos entre R$ 100 bilhões e R$ 125 bilhões no ano passado. No quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de R$ 15,563 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 17,044 bilhões no mesmo período do ano de 2024. Cenário desafiador, diz Petrobras Apesar de o preço do petróleo estar em alta atualmente, com a guerra no Irã, a commodity fechou o ano passado em baixa, perto dos US$ 60 por barril. ""Em 2025, apresentamos resultados financeiros sólidos, mesmo diante de um cenário desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do Brent em relação ao ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela excelente performance operacional, com destaque para o aumento de 11% da produção total de óleo e gás no mesmo período", disse a estatal em nota. Produção A produção total da Petrobras subiu 10,8%, chegando a 2,990 milhões de barris de óleo equivalente por dia (Mboe). O destaque ficou para a alta no pré-sal, com produção de 2,020 milhões de boe por dia, avanço de 11,4% no ano. As exportações de petróleo bateram recorde, com 765 mil barris por dia, alta de 27,1% em relação ao ano anterior. A China respondeu por 53% das compras de petróleo brasileiro. O resultado só não foi maior por conta dos altos investimentos no ano passado, incluindo o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nas áreas de Mero e Atapu, adquiridos no leilão de áreas não contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), e o impacto de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Individualização da Produção da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte.