Entre a infinidade de novos produtos em exibição no Mobile World Congress (MWC 2026) em Barcelona, algumas empresas se destacam por proporem celulares que vão na contramão das gigantes do setor , projetados com uma abordagem mais voltada para a proteção dos usuários. Mesmo design e cor inédita: Veja o que se sabe após vazamento de informações de novo iPhone 18 Pro Apple: Marca lança MacBook Neo em versão mais 'econômica' com nova estratégia comercial Seguindo os passos da empresa holandesa Fairphone, cujos smartphones aspiram a ser éticos e ecológicos, outras empresas menores estão buscando conquistar um nicho de mercado. Telefone leve, para ser usado 'o mínimo possível' Uma tela preta, algumas linhas de texto e nenhum logotipo de aplicativo. À primeira vista, o terceiro modelo da marca americana Light Phone não tem muito em comum com os smartphones mais vendidos. Com preço de US$ 699, ele foi projetado para ser "usado o mínimo possível ", já que, como explicou o CEO da empresa, Kaiwei Tang, à AFP, possui apenas funcionalidades básicas. Os usuários podem fazer chamadas telefônicas, enviar mensagens e acessar o 5G, mas não as redes sociais. Para Kaiwei Tang, cofundador da empresa, trata-se de combater a economia da atenção, que busca manter os usuários conectados pelo maior tempo possível. O executivo percebe um forte interesse por parte dos jovens entre 20 e 30 anos, que buscam maneiras de controlar sua relação com as novas tecnologias, e descreve o Light Phone como uma “ferramenta” simples nessa busca. — Por que deveríamos trocar de celular a cada dois anos? — ele pergunta. WhatsApp: saiba como transformar qualquer palavra em figurinha em segundos Jolla, o modelo europeu Treze anos após o lançamento de seu primeiro modelo, a empresa finlandesa Jolla apresentou seu novo telefone, anunciado como essencialmente europeu , com preço de 649 euros (cerca de US$ 755). Lançado em dezembro , o dispositivo, apresentado em Barcelona, recebeu cerca de 10 mil pré-encomendas e tem previsão de início de entrega em junho. Esses números são modestos se comparados aos gigantes do setor, mas permitem que a empresa seja lucrativa, afirma o CEO Sami Pienimäki. Segundo ele, o momento atual é favorável para esse tipo de iniciativa. — Há uma forte demanda, em geral, por tecnologias europeias — afirma. A equipe que idealizou o telefone, composta por ex-funcionários da Nokia, afastou-se temporariamente do mercado de telefones para se concentrar no desenvolvimento de software. Redes sociais: X suspenderá monetização de vídeos de guerra feitos com IA: 'Ameaça à informação autêntica' A Jolla integrou seu próprio sistema operacional em seu telefone , algo muito raro neste mercado. — Você pode usar o WhatsApp, Signal, Spotify, o que quiser. Todos os aplicativos do Android funcionam sem os serviços do Google — garante Sami Pienimäki. Mas, embora o telefone deva ser montado na Finlândia, a empresa ainda depende de fornecedores estrangeiros. — É claro que importamos componentes da Ásia — explica ele. Cofre do Punkt As duas empresas irmãs, Punkt e Apostrophy , ambas sediadas na Suíça, propõem um telefone cuja tela é dividida em duas partes. Deslizar o dedo da direita para a esquerda leva o usuário ao "cofre", que contém alguns aplicativos seguros , principalmente os da Proton. Com um único gesto, ele pode retornar aos aplicativos normais. Nos Estados Unidos: Homem processa Google após acusar IA da empresa, a Gemini, de incitar seu filho ao suicídio Este dispositivo "lhe dá controlo sobre a sua vida digital, protegendo-o de toda a vigilância baseada na exploração de dados", afirma a empresa. Com um sistema operacional baseado em Android, o telefone oferece aos usuários a possibilidade de controlar o acesso aos seus dados por meio de uma ferramenta centralizada , que permite ajustar o nível de segurança desejado em uma escala de 1 a 5. — Os aplicativos que não são abertos por três dias são automaticamente movidos para o nível mais alto (para evitar a coleta desnecessária de dados) — disse Yanapi Senaud, gerente de vendas da Punkt, à AFP. Além do telefone, que custa US$ 813, seu uso passa a ser pago após o primeiro ano: os usuários devem então pagar cerca de dez dólares por mês pelo sistema operacional. "Se você não paga pelo produto, então você é o produto”, argumenta a marca. Com informações da AFP