As Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de ataques contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e Isfahan. Navio porta-drones do Irã é atingido e pega fogo durante ataque dos EUA Os Estados Unidos e Israel estão entrando em uma nova guerra contra o Irã, que envolve um "aumento drástico" do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à "infraestrutura do regime" dos aiatolás, segundo a liderança do Exército norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio “À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, disse o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), em coletiva na quinta-feira (5). Isso deve levar algum tempo, segundo ele. Cooper disse que as forças dos EUA destruíram mais de 200 alvos no Irã nas últimas 72 horas e destruíram 30 navios de guerra iranianos no total no conflito, incluindo um navio porta-drones no início da quinta-feira. Na quarta-feira, o chefe das Forças Armadas, Dan Caine, afirmou que os EUA já tinham atingido mais de dois mil alvos iranianos no conflito. Veja abaixo o que mais se sabe sobre a próxima fase do conflito, segundo autoridades dos EUA: Próxima fase da guerra: superioridade aérea, ataques ao regime e bombas gravitacionais Autoridades dos EUA não deram muitos detalhes específicos sobre o que a nova fase da guerra contra o Irã, porém falaram do que estão planejando fazer a partir de agora no conflito. O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, que estava na coletiva junto com Cooper, acrescentou que os bombardeios norte-americanos na nova fase do conflito serão mais devastadores e terão como alvo "infraestrutura do regime" iraniano. “O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (...) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã", afirmou na coletiva o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth. Jato F-16 dos Estados Unidos decola no Oriente Médio em apoio à Operação Fúria Épica, modo como os EUA chamam a guerra contra o Irã, em 2 de março de 2026. Divulgação/Força Aérea dos EUA As falas de Hegseth e Cooper ocorreram em meio a uma guerra que EUA e Israel travam contra o Irã desde sábado, quando mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei e autoridades da alta cúpula de governo e militares. O conflito entrou no 7º dia nesta sexta-feira. Veja o que ocorreu até aqui. A nova fase do conflito também deve incluir o uso de bombas gravitacionais de alta precisão contra o Irã, segundo indicou na quarta-feira o almirante Dan Caine, comandante do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA. Segundo ele, o Exército dos EUA mudarão a estratégia dos bombardeios, de grandes ondas para ataques mais precisos com uso desses armamentos, que terão ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg. A próxima etapa da guerra também será travada com superioridade "total" dos EUA e de Israel sobre o espaço aéreo iraniano, que segundo Hegseth foi estabelecida nas últimas horas. Na coletiva da quinta-feira, Hegseth também afirmou que o Irã está cometendo um erro se acredita que os Estados Unidos não podem sustentar a guerra em andamento, acrescentando que Washington apenas começou a lutar. "O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave. (...) Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma", disse Hegseth. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Como os líderes do Irã planejam sobreviver diante da superioridade militar americana VÍDEO: Casa Branca posta montagem de ataques ao Irã inspirada em videogame e com 'pontuação por mortes' PROVOCAÇÃO: 'Estamos esperando tropas terrestres', diz chanceler iraniano aos EUA Mapa mostra bombardeios dos EUA no Irã nas primeiras 100 horas de conflito. Divulgação/Exército dos EUA