Trump faz reunião de cúpula com líderes da América Latina neste sábado (7); Lula não foi convidado

Trump recebe Milei na Casa Branca, em outubro de 2025 Jonathan Ernst/Reuters O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe neste sábado (7) líderes latino-americanos alinhados ao seu governo na cidade de Doral, perto de Miami, na Flórida, para a primeira "reunião de cúpula" de um grupo que ele acaba de criar. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado. O encontro ocorrerá em um resort e campo de golf de propriedade do republicano. Batizado de Escudo das Américas, a Casa Branca diz que os países consistem em seus "mais fortes aliados com os mesmos ideais em nosso hemisfério", com o objetivo de "promover a liberdade, a segurança e a prosperidade em nossa região". "Essa coalizão histórica de nações trabalhará em conjunto para promover estratégias que impeçam a interferência estrangeira no nosso hemisfério, as gangues e cartéis criminosos e narcoterroristas, e a imigração ilegal e em massa", diz o governo Trump. A lista de presença inclui figuras de direita e exrema direita do continente, como Javier Milei, da Argentina, Nayib Bukele, de El Salvador, e José Antonio Kast, presidente eleito do Chile. Além de Lula, também não foram convidados representantes da esquerda, como Claudia Sheinbaum, do México, Gustavo Petro, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela. Além de Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio, também deve estar presente a secretária de Segurança Interna Kisti Noem, apelidada de "Barbie do ICE" por opositores. Ela foi demitida do cargo, no qual permanece até o fim de março, e assumirá o posto de embaixadora dos EUA no Escudo das Américas. A reunião faz parte de um conjunto de iniciativas do republicano que emulam a doutrina Monroe, buscando restaurar a hegemonia dos EUA nas Américas. O continente é frequentemente mencionado pelo governo Trump como "nosso quintal". O evento incluirá a assinatura de um documento chamada "Carta de Doral", que defende "afirmar o direito dos povos de nosso hemisfério de definir nosso destino livres de interferência". Nas últimas semanas, o governo Trump tem tomado medidas enérgicas em diversos países da América Latina com o objetivo de conter a influência e o domínio econômico da China. Uma comissão do Congresso de maioria trumpista chegou a denunciar uma suposta infiltração de Pequim no continente via bases espaciais com potencial uso militar, que incluiria duas instalações no Brasil.