Petrobras espera aval do Cade nos próximos dias sobre compra da fatia da Novonor pelo IG4 na Braskem

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse que espera, para os próximos dias, um aval do Cade, que regula a concorrência no Brasil, para a compra da fatia da Novonor pelo IG4 na Brakem, em um negócio que é avaliado em R$ 20 bilhões. Na bomba: Entidades do setor alertam para alta nos preços da gasolina e do diesel no Brasil Acionistas: Petrobras vai pagar R$ 8,1 bilhões em dividendos do quarto trimestre de 2025 A IG4 assessora a gestora Vórtx Capital e chegou a um acordo no fim do ano passado com os bancos Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e BNDES, que detêm ações da Braskem dadas como garantia no processo de recuperação judicial da Novonor (ex-Odebrecht). — O acordo está pendente de aprovação pelo Cade. Tinha a data de 16 de fevereiro, mas essa data não foi atendida. E a última notícia é que seria um atraso em torno de um mês. Essa é uma etapa necessária para firmar um novo acordo de acionistas com o IG4 para lidar com as sinergias. E acho que, nos próximos dias, isso vai estar solucionado e vamos poder firmar o acordo com o novo sócio para otimizar as sinergias — disse Magda. Barril: Petrobras evitará passar volatilidade do preço do petróleo a consumidor, diz Magda Atualmente, a Novonor exerce o controle da Braskem. A construtora detém 50,1% do capital votante da petroquímica, enquanto a Petrobras possui 47%. O restante das ações está nas mãos de acionistas minoritários. — Na Braskem, tem uma questão societária. Tem um acordo de acionistas que entrega a gestão ao sócio. Hoje entendemos que essas sinergias não estão sendo aproveitadas como deveriam e, em última análise, a Braskem deixa dinheiro na mesa por não aproveitar as sinergias com empresa do porte da Petrobras. Nos bastidores, a estatal vem pressionando para que o novo acordo permita sua participação na gestão da Braskem, com a indicação de diretores e conselheiros. Hoje, a Petrobras não participa do dia a dia da companhia. A IG4, por meio de um fundo de investimento, passará a deter 50,1% do capital votante da Braskem e 34,3% do capital total da companhia, ao se tornar titular de ações ordinárias (ON, com direito a voto) e preferenciais (PN, sem direito a voto), respectivamente. Desde 2018, a Novonor tenta se desfazer de sua participação na Braskem. Já houve negociações com a LyondellBasell, J&F (holding da família Batista, controladora da JBS), Apollo Global Management, Adnoc (estatal de petróleo dos Emirados Árabes Unidos), Petrochemical Industries Company (PIC), subsidiária da Kuwait Petroleum Corporation (KPC), Unipar — principal rival brasileira da Braskem — e o empresário Nelson Tanure.