Mulher é resgatada em estado grave após passar 10 dias sem comer e sofrer agressões Um homem foi preso em Cambé, no norte do Paraná, suspeito de tentativa de feminicídio, cárcere privado e tortura contra a esposa. A Polícia Civil (PC-PR) realizou a prisão em flagrante após uma denúncia anônima, que comunicou que a vítima estava internada em estado gravíssimo em um hospital da cidade. ✅Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O nome do marido não foi divulgado oficialmente. Segundo a delegada Keyane Harshe Frizon, uma pessoa procurou a delegacia de Cambé na tarde desta quinta-feira (5) e realizou a denúncia. Ela disse aos policiais que a vítima estava muito ferida e que o suspeito havia fugido. Denúncia foi feita pessoalmente na delegacia de Polícia Civil de Cambé. RPC A equipe médica disse à delegada que a mulher tinha costelas fraturadas e cortes e hematomas espalhados pelo corpo. Ela foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Deste modo, os policiais iniciaram as buscas e localizaram o homem. Conforme a delegada, ele parecia estar sob efeito de álcool quando foi preso. No depoimento, ele negou que tenha agredido a esposa. Como foi o crime, de acordo com a investigação Por meio de conversa com a vítima e as testemunhas, a polícia apurou que a mulher foi mantida presa dentro de casa durante 18 dias, sem alimentação regular. O casal mora em Rolândia, cidade a 10 quilômetros de Cambé e onde as agressões aconteceram. Segundo o depoimento dela, a motivação era ciúmes. Na quinta-feira, o homem levou a esposa à casa de um familiar, que viu o estado de saúde dela e a encaminhou ao hospital. Após a denúncia chegar à delegacia, os policiais foram à residência do casal. Keyane explicou que foram encontradas manchas de sangue no chão e no colchão. Além disso, havia garrafas quebradas e o vidro estava espalhado pelo imóvel. "Eles [médicos] nos informaram que ela tinha muitas lesões recentes, mas também muitas lesões pretéritas. O que demonstram essa vítima realmente já vinha sendo agredida há bastante tempo", a delegada contou. O caso segue em investigação. Há a suspeita de que a filha de 9 anos do casal tenha presenciado as agressões. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.