Médica da Unimed Teresina reforça alerta para prevenção do câncer colorretal

A médica Joceli Oliveira lembra que o câncer colorretal é o segundo mais incidente no Brasil. Unimed Teresina Março é marcado mundialmente por uma mobilização em torno da prevenção do câncer colorretal, uma doença que figura entre as mais incidentes no país e que, apesar de silenciosa em muitos casos, pode ser evitada ou tratada com altas chances de cura quando diagnosticada precocemente. A campanha Março Azul busca justamente ampliar a informação e incentivar a população a estar mais atenta aos sinais do corpo e à importância dos exames preventivos. Em Teresina, a Unimed participa desse movimento reforçando o alerta sobre a doença e a necessidade de cuidados contínuos com a saúde intestinal. De acordo com a médica gastroenterologista Joceli Oliveira (CRM: 1680) cooperada da Unimed Teresina, o câncer colorretal ocupa atualmente o segundo lugar em incidência tanto no Brasil quanto no mundo, atrás apenas do câncer de mama entre as mulheres e do câncer de próstata entre os homens. Estima-se que mais de 46 mil novos casos sejam diagnosticados todos os anos no país, com mais de 20 mil mortes relacionadas à doença. “A campanha Março Azul surge exatamente para chamar atenção para esses números e para a importância da prevenção. Estamos falando de uma doença muito frequente, mas que pode ser detectada precocemente e até evitada em muitos casos”, explica a especialista. Segundo a médica, o primeiro passo é estar atento aos sinais que o organismo pode apresentar. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com problemas intestinais comuns, o que pode retardar a busca por avaliação médica. “Dor abdominal recorrente, presença de sangue nas fezes (que muitas vezes é atribuída apenas a uma hemorroida), anemia frequente, fraqueza, perda de peso sem motivo aparente ou histórico familiar da doença são sinais de alerta importantes”, afirma Joceli Oliveira. Alterações no funcionamento intestinal também merecem atenção. Mudanças na consistência das fezes ou na frequência das evacuações podem indicar a necessidade de investigação. “Se a pessoa costumava evacuar diariamente e passa a apresentar episódios de diarreia ou constipação, ficando dois ou três dias sem evacuar, ou se as fezes passam a ter aspecto mais fino ou mais amolecido, é fundamental procurar um médico para avaliação”, orienta. A especialista explica que o câncer colorretal geralmente não surge de forma repentina. Na maioria dos casos, ele se desenvolve a partir de pequenos pólipos no intestino, que são lesões benignas, mas que podem evoluir ao longo do tempo. “Quando identificamos e removemos esses pólipos precocemente, o paciente está curado. Por isso, o rastreamento é tão importante”, destaca. A médica lembra que o principal exame capaz de diagnosticar e também tratar essas lesões é a colonoscopia. Antes dela, porém, um exame simples pode ajudar a identificar sinais iniciais da doença: a pesquisa de sangue oculto nas fezes. “A partir dos 45 anos, recomenda-se a realização desse exame de rastreio. Caso o resultado seja positivo, o paciente deve ser encaminhado para a colonoscopia, que permite visualizar diretamente o intestino e remover possíveis pólipos”, explica. Até alguns anos atrás, o rastreamento era recomendado apenas a partir dos 50 anos. No entanto, o aumento da incidência da doença em pessoas mais jovens fez com que especialistas revisassem essa orientação. Hoje, a recomendação é iniciar os exames preventivos entre 40 e 45 anos, especialmente para pessoas com fatores de risco. Entre os principais fatores que aumentam a probabilidade de desenvolvimento do câncer colorretal estão o histórico familiar da doença, presença de sangue nas fezes, diagnóstico prévio de outros tipos de câncer (como mama, útero ou ovário), além de hábitos de vida que impactam diretamente a saúde intestinal. Sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool também estão associados ao aumento do risco. “Cuidar da alimentação, manter atividade física regular e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas que ajudam na prevenção. Mas, acima de tudo, é importante não negligenciar os exames de rastreamento. Quando diagnosticado nas fases iniciais, o câncer colorretal tem altas taxas de cura. O grande desafio ainda é fazer com que as pessoas procurem avaliação antes do aparecimento de sintomas mais graves”, reforça a médica Joceli Oliveira.