Ex-presidentes Clinton, Obama e Biden se reúnem em funeral do ativista Jesse Jackson

Três ex-presidentes democratas dos Estados Unidos participaram nesta sexta-feira do funeral público de Jesse Jackson, um dos pilares da luta pelos direitos civis, que morreu aos 84 anos. O ex-presidente Barack Obama foi recebido com entusiasmo e respondeu sorridente, antes de homenagear Jackson, a quem descreveu como "um homem que, quando os pobres e necessitados precisavam de um defensor, e o país precisava de cura, apresentou-se" e disse que "ele nos convidou a acreditar em nosso poder de mudar a América para melhor." Leia também: invasor do Capitólio perdoado por Trump é condenado à prisão perpétua por abuso sexual infantil Post em redes sociais: Trump diz que só haverá acordo com o Irã em caso de 'rendição incondicional' Dois outros ex-presidentes democratas — Joe Biden e Bill Clinton — também discursam na cerimônia pública, assim como Kamala Harris, primeira vice-presidente negra dos Estados Unidos, e o presidente colombiano, Gustavo Petro. "Os dons imensos do reverendo Jackson eram evidentes desde muito jovem, embora as circunstâncias conspirassem para tentar detê-lo", disse Obama. "Instintivamente, ele entendeu que o sucesso individual não significava nada, a menos que todos fossem livres." Três ex-presidentes dos Estados Unidos participaram nesta sexta-feira do funeral público de Jesse Jackson Scott Olson/AFP Antes dos discursos, um coral se apresentou, enquanto os participantes fotografavam um grande painel, que continha um dos lemas do líder dos direitos civis: "Mantenha viva a esperança". Entre os oradores da cerimônia estavam a ex-vice-presidente Kamala Harris, o governador de Illinois, J.B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson. Jackson, que morreu em 17 de fevereiro, foi um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. na década de 1960 e foi uma voz destacada dos afro-americanos na cena americana durante mais de seis décadas. Nesse período, participou de seu primeiro protesto sentado, em Greenville, e depois se juntou às marchas pelos direitos civis de Selma a Montgomery em 1965, onde chamou a atenção de King. Pastor batista, Jackson tornou-se posteriormente mediador e enviado em várias frentes internacionais de relevância. Foi um defensor do fim do apartheid na África do Sul e, na década de 1990, foi o enviado especial presidencial de Bill Clinton para África. Também participou em missões para a libertação de prisioneiros americanos na Síria, Iraque e Sérvia. Fundou a Rainbow PUSH Coalition, uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago que defende a justiça social e o ativismo político, em 1996.