Paquistão bombardeia Cabul após declarar 'guerra aberta' contra o Afeganistão O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, disse nesta sexta-feira (6) que 56 civis afegãos morreram, quase metade deles crianças, desde que as hostilidades entre Afeganistão e Paquistão se intensificaram na semana passada. Türk indicou que, desde a intensificação das hostilidades, "56 civis, incluindo 24 crianças e seis mulheres, morreram". "Peço encarecidamente a todas as partes que ponham fim ao conflito", declarou Türk em um comunicado. "Outras 129 pessoas, incluindo 41 crianças e 31 mulheres, ficaram feridas", acrescentou. Conflito iniciou em fevereiro Os dois países vizinhos se enfrentam ao longo da fronteira desde 26 de fevereiro, quando o Afeganistão lançou uma ofensiva fronteiriça em represália a ataques aéreos do Paquistão. Islamabad, capital do Paquistão, respondeu ao longo da fronteira e com novos ataques aéreos, bombardeando múltiplos alvos, incluindo a antiga base aérea americana de Bagram, a capital Cabul e a cidade meridional de Kandahar. E desde o início do ano, os números são ainda mais altos, com 69 civis mortos no Afeganistão e 141 feridos, acrescentou Türk. O Paquistão insiste que não matou nenhum civil no conflito. Os números de vítimas de ambos os lados são difíceis de verificar de forma independente. A agência da ONU para refugiados assinalou na quinta-feira (5) que cerca de 115 mil afegãos e 3 mil pessoas no Paquistão foram deslocados pelos combates na última semana.