Eu tenho pena. Tenho pena de quem não sabe que o que acontece em Las Vegas deve ficar por lá, de quem será lembrado por já ter achado cool usar aparelho nos dentes, de quem já pintou o cabelo com papel crepom ou decidiu andar de preto, dos pés à cabeça, com lágrimas pintadas no rosto para mostrar aos adultos a própria tristeza diante do mundo. Tenho pena de quem será lembrado todos os anos pelos algoritmos daquelas paixões perdidas, das traições, das desilusões como se o amor fosse verdadeiramente eterno. Eu tenho pena de quem não terá a chance de esquecer o passado e, por conta disso, terá dificuldades de dar sentido ao presente e inventar um novo futuro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.