Crítica de livro: 'O último dia da vida anterior', de André Barba, usa o paranormal para tratar do humano

A infância é um território de subversões para o escritor Andrés Barba. Esqueça a fase edulcorada da vida, de encantamentos e descobertas — nos livros do autor espanhol as crianças são vetores de assombros e violência. Foi assim em “República luminosa”, em que uma horda de meninos e meninas desconhecidos invadem um povoado, cometendo vandalismo, roubos e mortes, numa abordagem investigativa sobre a naturalização do mal. Agora, em “O último dia da vida anterior”, o enredo tem como elemento catalisador o fantasma de uma criança, cuja impossibilidade de se desatar de um momento suspenso no tempo dá forma a um argumento digno das histórias clássicas de terror, um enigma que vincula sua solução a uma experiência paranormal que decorre de sentimentos mundanos como culpa, amor e solidão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.