"Remoção de olhos e testículos, amputações, rotura de bexigas": duas pessoas furaram o bloqueio à internet no Irão e relatam acontecimentos "insuportáveis"

Por vezes é o Starlink que ajuda, outras vezes é uma VPN: a internet como a conhecemos não existe no Irão porque não é uma internet livre; a velocidade de troca de mensagens como a conhecemos também não é rápida como cá: fazemos uma pergunta a quem está no Irão e as respostas demoram horas ou até mais de um dia a chegar. Mas chegam, chegaram: "Eles controlam cada aspeto da nossa humanidade – o que vestimos, a nossa forma de pensar, até a forma como falamos. Muitos dos nossos direitos naturais foram violados a um ponto que se tornou normal para nós, deixámos de os considerar direitos que merecemos". Duas mulheres furaram o bloqueio no Irão, onde "ser mulher é a coisa mais difícil do mundo" e onde ser manifestante é a segunda mais difícil. A guerra não é desejável, assumem, mas é a derradeira esperança para derrubar a teocracia