No elenco do filme "O agente secreto", Hermila Guedes conta que trabalhar com o diretor Kleber Mendonça Filho era um sonho antigo: Entrevista: Valéria Alencar fala de projeto como diretora, do casamento de 31 anos com João Vitti e da relação com a neta, filha de Rafa Vitti e Tata Werneck E mais: Kelzy Ecard fala da Helga de 'Três Graças' e da transformação na sua vida após enfrentar câncer — Tenho 30 anos de carreira e vi o Kleber começar como cineasta. Antes, ele era crítico de cinema e um grande impulsionador cultural. Sempre tive vontade de trabalhar com ele. Esperei muito por isso. Sou do interior de Pernambuco, e ele é um diretor que valoriza muito a essência e a bagagem que os atores locais agregam às personagens. A atriz fala do grande sucesso do filme, indicado a quatro estatuetas do Oscar, e do destaque ao cinema pernambucano: — É muito especial e merecido que o cinema pernambucano, que há muito tempo é referência no Brasil, tenha todo esse destaque. A grande maioria da minha carreira foi dedicada ao cinema daqui, então é uma grande honra estar em um filme que fala tanto da nossa cultura de uma forma universal. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Na trama, Hermila interpreta Cláudia, mulher que se envolve com o protagonista vivido por Wagner Moura. O longa foi o primeiro trabalho dela com o ator: — Eu já tinha esbarrado com o Wagner em premiações. Ele sempre foi muito legal e respeitoso com meu trabalho, sabia quem eu era. Então, nosso encontro no set foi muito natural, como dois colegas com admiração mútua. Os dois protagonizam cenas quentes na produção. A atriz conta como encara o desafio de fazer sequências deste tipo: — No começo da carreira era difícil, mas, com a maturidade, entendi que ali é o corpo da personagem, meu instrumento de trabalho. Tive a sorte de sempre trabalhar com atores muito respeitadores, e essas cenas são sempre feitas com uma equipe mínima e com muito cuidado. Aos 45 anos e mãe de três filhas, Hermila fala sobre a decisão de continuar morando no Recife, apesar de muitos de seus trabalhos serem no Rio ou em São Paulo: — Quando eu tinha só uma filha, até pensei em morar no Rio e cheguei a pesquisar os valores. Concluí que a vida é muito cara e que a qualidade de vida que eu tenho no Recife, com o que eu ganho, é muito melhor. Foi uma decisão econômica, por entender que eu não poderia dar conta disso. Além disso, eu me casei novamente e meu marido é servidor público, então nossa base é no Recife. Mas a decisão final foi por conta de uma conversa que tive com o Luiz Miranda em um avião. Ele me disse: "Hermila, onde você estiver, vão buscá-la. Você faz cinema, seu trabalho é ótimo. Vá morar no Recife, não fique pensando em morar em outro lugar, não". Galerias Relacionadas Initial plugin text Cena de 'O agente secreto' Reprodução