Empresas de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, transferiram mais de R$ 3 milhões para contas dele, mas não funcionam nos endereços declarados em São Paulo. O prédio comercial na zona oeste da cidade, onde LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia constam registradas, está com as salas vazias há sete meses, segundo o site Metrópoles. + Leia mais notícias de Política em Oeste Antes de ficarem desocupadas, as salas do primeiro andar sediavam uma certificadora digital e uma organização social de saúde. Conforme informações oficiais, as empresas de Lulinha têm atuação principal em suporte técnico, manutenção e outros serviços de tecnologia da informação. Movimentações financeiras de empresas de Lulinha Documentos de quebra de sigilo bancário enviados à CPMI do INSS mostram que a LLF Tech Participações repassou mais de R$ 2 milhões a Lulinha, enquanto a G4 Entretenimento e Tecnologia transferiu R$ 772 mil ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 2022 a 2025. No total, as movimentações bancárias somaram R$ 19 milhões em quatro anos. https://www.youtube.com/watch?v=2MsjsjWa7m4 A defesa de Lulinha afirma que o endereço das empresas serve apenas para correspondências. “A empresa LLF Tech não possui escritório externo e sua sede sempre foi a residência de Fábio Luís, alterada somente depois de sua mudança para o exterior”, afirmou o advogado Guilherme Suguimori, conforme o Metrópoles. “A empresa G4 não está mais em atividade, mas possui créditos judicializados a receber, que quando são pagos, são distribuídos.” De acordo com a defesa, os valores revelados pela quebra de sigilo “não retratam nenhum valor real”, pois representam apenas a soma de entradas e saídas, podendo incluir transferências repetidas. Dos R$ 19 milhões movimentados, R$ 9,6 milhões ficaram com Lulinha, enquanto o restante foi transferido para outras contas bancárias. Investigações e ligação com o caso INSS Lulinha está no foco da CPMI do INSS, que apura fraudes no órgão e investiga sua ligação com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Eles viajaram juntos a Portugal para visitar uma fábrica de cannabis medicinal. Lulinha afirmou a interlocutores que não fechou nenhum negócio, apesar da viagem com o lobista. A Polícia Federal analisa registros do lobista sobre um suposto pagamento de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. Um ex-funcionário de Careca declarou à corporação que o repasse era feito a Lulinha por meio de uma empresa de cannabis em Portugal. A defesa do filho do presidente nega qualquer envolvimento nos fatos investigados pela comissão. Leia mais: "A desordem estratégica do governo na CPMI do INSS" , reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 300 da Revista Oeste “Reitero que Fábio Luís não tem relação com as fraudes do INSS, o que será verificado pelas autoridades competentes quando analisarem os documentos sigilosos que foram infeliz e seletivamente vazados”, afirmou Suguimori, em nota ao Metrópoles. O post Empresas que renderam R$ 3 mi a Lulinha têm sede vazia em SP apareceu primeiro em Revista Oeste .