O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado a aprovação de uma lei para proibir jogos de azar virtuais, como o chamado “tigrinho”, durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Segundo o petista, não há sentido em permitir esse tipo de plataforma no país enquanto cassinos seguem proibidos. — Os cassinos são proibidos no país. Não faz sentido que o tigrinho seja permitido. Vamos trabalhar no Congresso Nacional para colocar fim ao cassino virtual — afirmou. Na mesma fala, o presidente também defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que trabalhadores atuam seis dias seguidos e têm apenas um de descanso. Lula argumentou que a mudança poderia melhorar as condições de vida de trabalhadores, especialmente das mulheres. — Muitas vezes é uma escala dupla. Por isso, é preciso avançar no fim da escala 6x1. Está na hora de acabar com isso para que as pessoas possam ficar mais tempo com a família, descansar e viver — disse. O pronunciamento foi exibido às 20h30 e teve cerca de seis minutos de duração. A mensagem foi gravada no Palácio da Alvorada e fez referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo. Durante o discurso, Lula também abordou a violência contra mulheres e citou medidas do governo voltadas ao combate ao feminicídio e à proteção de vítimas. — Amanhã, 8 de março, é o Dia da Mulher. É um momento de reflexão sobre como o nosso país trata as mulheres. A cada seis horas, um homem mata uma mulher. Eu me pergunto que futuro o nosso país dará às mulheres — afirmou. O presidente citou ações do governo federal voltadas à segurança pública e ao enfrentamento da violência doméstica, como o fortalecimento das delegacias especializadas e operações para prender agressores. — Vamos sim meter a colher. Vamos ampliar as delegacias e fortalecer a segurança pública. A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido — declarou. Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares do presidente afirmam que o pronunciamento integra uma estratégia de reforço da comunicação do governo com o eleitorado feminino, considerado um segmento decisivo para a eleição presidencial de 2026. A avaliação de integrantes do governo é que datas simbólicas, como o Dia Internacional da Mulher, funcionam como oportunidade para destacar políticas públicas voltadas às mulheres e ampliar o diálogo com esse público.