Trump reúne aliados da América Latina na Flórida e propõe coalizão contra cartéis

386 O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. EUTERS/Kevin Lamarque Hoje, Donald Trump voltou a criticar os regimes do Irã e de Cuba. Sobre a ilha caribenha, o presidente dos Estados Unidos afirmou que uma grande mudança está prestes a acontecer. Foi durante uma cúpula com líderes latino-americanos. O encontro foi no campo de golfe do presidente Donald Trump, na Flórida. Foram convocados líderes de 12 países da América Latina – aliados do trumpismo. Como Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, – que ficou famoso por mandar prender dezenas de milhares de pessoas acusadas de pertencerem a gangues ligadas ao narcotráfico. O Brasil não foi convidado. Quem também estava presente era Kristi Noem, ex-secretária de Segurança Interna demitida na quinta-feira. Trump demite 'Barbie do ICE' e escolhe senador de Oklahoma e ex-lutador de MMA para o cargo Ela atuará agora como enviada especial na coordenação dessa nova frente de atuação americana. Trump chamou o encontro de uma coalizão para combater os cartéis de drogas na região. Ele disse que o epicentro da violência é o México, onde o tráfico orquestra muito do derramamento de sangue e no caos desse hemisfério. Ainda assim, Trump elogiou a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que não estava presente no encontro, elogiou também a presidente interina da Venezuela Delcy Rodriguez, disse que está indo bem ao trabalhar junto com os americanos. Sobre Cuba, Trump disse: "Estamos ansiosos pela grande mudança que em breve virá para Cuba. Cuba está no fim da linha, realmente no fim da linha. Eles não têm dinheiro, não têm petróleo. Têm uma filosofia ruim, têm um regime ruim. E isso já é assim há muito tempo.” Segurando a bandeira do combate às drogas, Trump marca a linha política dos Estados Unidos para a América Latina. Reforçar cooperações pra conter a influência política e econômica da China. A prisão de Nicolas Maduro no mês passado foi só o primeiro passo. A Venezuela vendia petróleo para os chineses. Outro grande fornecedor foi o próximo alvo: o Irã. Trump defendeu no encontro hoje que o Irã estava muito perto de conseguir uma bomba atômica. O mesmo discurso do primeiro ministro Benjamin Netanyahu há pelo menos 33 anos. Sem apresentar provas de uma ogiva nuclear. Hoje Trump justificou dizendo simplesmente que os iranianos são más pessoas. LEIA TAMBÉM Os mapas que mostram por onde viaja a droga da América Latina para os EUA Alta no consumo de drogas nos EUA motivou envio militar à América Latina; substâncias mais usadas não vêm da Venezuela Como foi a última grande intervenção militar dos EUA na América Latina - e como se compara à situação atual na Venezuela