8 livros nacionais para entender o feminismo e a luta por igualdade de gênero no Brasil

O passado costuma ser a principal ferramenta para compreender o presente e, mais importante, desenhar um futuro diferente. Em um país onde a desigualdade de gênero acontece de forma brutal, dados alarmantes do Ministério da Justiça apontam que o feminicídio mata, em média, quatro mulheres por dia. Por isso, discutir os direitos básicos de sobrevivência das mulheres é o único caminho possível neste 8 de março. Livros escritos por pesquisadoras, jornalistas, ativistas e pensadoras brasileiras ajudam a contextualizar e a entender as raízes históricas e sociais da violência de gênero no Brasil. Diante de um cenário tão desafiador, obras que analisam a história do feminismo servem como instrumentos para ampliar esse debate. A seguir, reunimos uma lista de oito títulos essenciais para aprofundar essa discussão, que deveriam estar na estante de todos os brasileiros. Sobreviventes e guerreiras: Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000, Mary del Priore Sobreviventes e guerreiras Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000, Mary del Priore Divulgação A historiadora Mary del Priore faz um recorte preciso e ousado nesta obra que analisa o papel da mulher no território brasileiro durante cinco séculos, do Brasil colônia à contemporaneidade. Ela propõe uma visão crítica em torno dos marcadores temporais que fizeram do país um terreno "fértil" para o patriarcado e suas violências. Editora Planeta Initial plugin text Gênero e Desigualdades: Limites da Democracia no Brasil, Flávia Biroli Título 'Gênero e Desigualdades Limites da Democracia no Brasil', da Flávia Biroli Divulgação Mercado de trabalho, maternidade, sexualidade e participação política estão entre os temas abordados neste ensaio da cientista política Flávia Biroli, que analisa como a desigualdade de gênero atravessa e questiona o funcionamento da democracia no Brasil. Professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, a autora também destaca pautas centrais do movimento feminista desde a década de 1970 e examina o avanço de agendas conservadoras na América Latina em anos recentes. A obra foi publicada em 2018. Boitempo Editorial Initial plugin text Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço, Adriana Negreiros Título 'Maria Bonita Sexo, violência e mulheres no cangaço', da Adriana Negreiros Divulgação A jornalista Adriana Negreiros investiga, nesta obra, a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas do cangaço brasileiro, Maria Bonita, que não à toa passou a ser celebrada no Dia Internacional da Mulher. Primeira mulher a integrar um grupo de cangaceiros, sua história é narrada a partir de uma perspectiva feminista. O livro também revisita sua relação com Lampião, líder do movimento, revelando novas camadas de um dos romances mais conhecidos do sertão nordestino. Aqui, incluindo as dinâmicas de violência presentes no bando e as experiências vividas por outras mulheres que o integravam. Companhia das Letras Initial plugin text Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios, Maria Amélia de Almeida Teles Título 'Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios', da Maria Amélia de Almeida Teles Divulgação Maria Amélia de Almeida Teles, ou simplesmente Amelinha Teles, é uma das feministas mais reconhecidas do país. Presa política durante a ditadura militar e uma das fundadoras da União de Mulheres de São Paulo, a ativista publicou este ensaio pela primeira vez em 1993. Em 2017, a Alameda Editorial relançou o livro com mais seis artigos que analisam as pautas da luta feminista nos últimos anos, levando em conta as cicatrizes deixadas pelo golpe de 1964. Initial plugin text Por um feminismo afro-latino-americano, Lélia Gonzalez Título 'Por um feminismo afro-latino-americano', da Lélia Gonzalez Divulgação Precursora do feminismo negro no Brasil, Lélia Gonzalez (1935–1994) é uma leitura fundamental, especialmente nos estudos e debates sobre gênero, raça e classe no Brasil e na América Latina. Publicada em 2020 e organizada por Flávia Rios e Márcia Lima, a obra reúne uma coletânea de textos produzidos por Lélia durante o período de redemocratização do país, entre 1979 e 1994. Além desses ensaios, o volume inclui entrevistas antológicas, traduções e escritos inéditos da intelectual. Editora Zahar, selo da Companhia das Letras Initial plugin text Quem tem medo do feminismo negro?, Djamila Ribeiro Título 'Quem tem medo do feminismo negro', da Djamila Ribeiro Divulgação Djamila Ribeiro é uma das escritoras contemporâneas mais relevantes da literatura brasileira e, neste ensaio autobiográfico lançado em 2018, reúne uma série de textos que colocam em evidência um recorte incontornável nos debates sobre gênero no país: o racismo. A filósofa e militante resgata memórias de sua infância e juventude para discutir as violências e desigualdades enfrentadas por mulheres negras na sociedade. Ela também aborda temas como intolerância religiosa, mobilização nas redes sociais, políticas de cotas e as influências do feminismo negro nos Estados Unidos. Companhia das Letras Initial plugin text Ideologia e feminismo: A luta da mulher pelo voto no Brasil, Branca Moreira Alves Título 'Ideologia e feminismo A luta da mulher pelo voto no Brasil', da Branca Moreira Alves Divulgação Tendo como eixo central o direito ao voto feminino, conquistado no Brasil apenas em 1932, este livro da historiadora e cientista política Branca Moreira Alves foi publicado originalmente em 1980 e no último ano ganhou uma nova edição pela Editora Vozes. Na obra, a autora analisa, sob uma perspectiva crítica, a luta das mulheres por cidadania e representação política. O título também é considerado pioneiro nos estudos sobre mulheres e política no país. Initial plugin text Feminismo no Brasil: Memórias de quem fez acontecer, Branca Moreira Alves e Jacqueline Pitanguy Título 'Feminismo no Brasil Memórias de quem fez acontece', da Branca Moreira Alves e Jacqueline Pitanguy. Divulgação Duas importantes figuras do feminismo brasileiro, as pensadoras e ativistas Branca Moreira Alves e Jacqueline Pitanguy, se reuniram nesta obra, lançada em 2022, para revisitar a história do movimento feminista e suas articulações no país, especialmente entre as décadas de 1970 e 1990. As autoras, que já haviam colaborado no livro O que é feminismo (1981), narram os episódios determinantes para o avanço dos direitos das mulheres na agenda política, como o chamado "Lobby do Batom" durante a Assembleia Nacional Constituinte do Brasil de 1987–1988. Editora Bazar do Tempo Initial plugin text Todos os produtos apresentados na Vogue são selecionados de forma independente por nossos editores. No entanto, quando você compra algo por meio de nossos links, podemos ser remunerados via comissão. Os preços foram verificados na publicação deste conteúdo. Preços e disponibilidade estão sujeitos à variação.