Um ataque de Israel contra um hotel no centro de Beirute, capital do Líbano, matou pelo menos quatro pessoas e deixou outras dez feridas neste domingo, 8, segundo autoridades libanesas. O governo israelense, por sua vez, afirmou ter atingido comandantes da Guarda Revolucionária do Irã que estavam no local. O exército israelense anunciou anteriormente que havia "iniciado uma nova onda de ataques em Beirute", afirmando que o alvo eram os subúrbios do sul da capital, um reduto do Hezbollah. Um comunicado separado divulgado posteriormente afirmou que as forças israelenses realizaram um "ataque preciso" em Beirute, visando "comandantes-chave" da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária do Irã. O comunicado, que não especificou a localização exata, acusou os comandantes não identificados de planejarem "ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus civis". Israel "continuará a eliminar precisamente os comandantes do regime terrorista iraniano onde quer que atuem", afirmou. Céu de Beirute é tomado por fumaça após nova onda de ataques israelenses FADEL itani / AFP Um fotógrafo da AFP presente no hotel à beira-mar bombardeado viu um quarto com vidros estilhaçados e paredes carbonizadas, enquanto as forças de segurança isolavam o local. A área do hotel em Raouche é um importante destino turístico e havia permanecido intocada pelos ataques israelenses durante a guerra entre Israel e o Hezbollah, que terminou com um cessar-fogo em novembro de 2024. Dezenas de hóspedes em pânico fugiram do hotel com suas bagagens, relatou o fotógrafo. Duas testemunhas disseram ter ouvido um estrondo alto antes da chegada de ambulâncias ao local. Também neste domingo, o Exército de Israel anunciou o lançamento de mísseis contra bases militares "em todo o Irã". Na véspera, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu prosseguir com a guerra "com toda a nossa força", declarando um plano para erradicar a liderança do Irã, mesmo com Teerã insistindo que não se renderia.