Trump rejeita acordo com o Irã, que diz ter fôlego para mais seis meses de 'guerra intensa'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 7, que não tem interesse em negociar com o Irã e levantou a possibilidade de que a guerra com o país só termine quando Teerã não tiver mais um exército funcional ou qualquer liderança no poder. Em declarações à imprensa a bordo do Força Aérea Um, no sábado, Trump disse que a campanha aérea poderia tornar as negociações inviáveis ​​caso todos os potenciais líderes iranianos sejam mortos e as forças armadas iranianas sejam destruídas. "Em algum momento, acho que não haverá mais ninguém para dizer 'Nós nos rendemos'", disse Trump. No domingo, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Mohammad Naini, afirmou que o país ainda é capaz de enfrentar “pelo menos seis meses de uma guerra intensa” contra os Estados Unidos e Israel. Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel atacaram um depósito de petróleo ao sul de Teerã, no primeiro ataque registrado contra a infraestrutura petrolífera iraniana desde o início do conflito. Os ataques também afetaram um depósito de combustível no noroeste da capital, de acordo com um jornalista da AFP que viu chamas e fumaça saindo do local Durante a noite, a cerca de 1.500 km de distância, em Beirute, Israel reivindicou ter realizado um "ataque de precisão" contra "comandantes-chave" da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que acusou de planejar "ataques terroristas". Segundo o Ministério da Saúde libanês, Israel bombardeou um complexo hoteleiro no coração de Beirute, matando quatro pessoas e ferindo dez. O ataque teve como alvo o Hotel Ramada, no bairro costeiro de Raouché, uma área turística que anteriormente havia sido poupada de ataques israelenses contra o movimento xiita pró-Irã, o Hezbollah.