Em maio de 2016, o Rio foi abalado por um caso de estupro coletivo ocorrido na Favela da Barão, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. Uma adolescente de 16 anos contou à polícia que foi drogada e que acordou em um imóvel desconhecido cercada por "mais de 30" homens. A menina foi violentada várias vezes. Imagens da vítima, nua e inconsciente no local, circularam pelas redes sociais. Estupro coletivo: Veja a linha do tempo do caso recente de violência em Copacabana 60 minutos de violência: Relatório da polícia mostra como vítima foi atraída para imóvel A foto deste post mostra a adolescente (coberta com um casaco rosa), acompanhada pela ativista Marielle Franco, no momento em que elas deixavam a Secretaria Estadual de Direitos Humanos, dias depois do crime, em meio uma verdadeira consternação social. O episódio recebeu ampla cobertura da imprensa no Brasil e até no mundo, já que o Rio se preparava para receber os Jogos de 2016. Na época, Marielle atuava na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). A socióloga, que seria eleita vereadora no mesmo ano, fez questão de apoiar a vítima, orientando-a sobre seus direitos e acompanhando-a em estágios do processo. - Marielle ficou arrasada, a menina era mais nova que a filha dela na época. A gente conversou sobre o medo dessa violência - relembra a vereadora Mônica Benicio, viúva de Marielle. - Esse crime comoveu muitas mulheres. Teve manifestação nacional. Estávamos vivendo o levante feminista. Sentíamos muito pela vítima, por ela estar passando por um sofrimento que a nós era imensurável. Aquela era uma indicação de como uma sociedade adoecida pode produzir homens capazes de fazer isso. Nossa equipe encontrou a imagem ao realizar uma pesquisa sobre o crime na Praça Seca. Dez anos depois, o Rio se encontra mais uma vez comovido pela violência de gênero. Desta vez, uma menina de 17 anos foi estuprada por cinco indivíduos do sexo masculino que a atraíram para um apartamento em Copacabana, na Zona Sul. Assim como há uma década atrás, o caso está gerando ondas de revolta em uma sociedade cansada de episódios de brutalidade causados por machismo e misoginia. De acordo com Mônica, se estivesse viva, Marielle estaria na linha de frente do episódio, dando todo o apoio à vítima e convocando para o ato que será realizado neste domingo, em Copacabana. :