Escândalo de fertilidade: ex-ginecologista usou próprio sêmen em inseminações sem consentimento e gerou 16 filhos na Holanda; entenda

Um ex-ginecologista que atuava na cidade de Arnhem, na Holanda, gerou ao menos 16 filhos ao utilizar o próprio sêmen em procedimentos de inseminação artificial realizados em pacientes durante as décadas de 1970 e 1980, sem o conhecimento das mulheres. O caso foi revelado após uma investigação independente conduzida pelo hospital onde o médico trabalhava, hoje chamado Hospital Rijnstate. Após 160 anos submerso, navio que revolucionou guerra naval ganha novas imagens em 3D; veja fotos Suspeitos de terrorismo são acusados de tentar ataque com explosivos perto da casa do prefeito de Nova York; veja vídeo Segundo o jornal português SiC Notícias, o próprio médico admitiu aos investigadores que usou seu material genético em alguns procedimentos quando o doador originalmente previsto não comparecia. A apuração também identificou que o profissional é portador de uma doença hereditária, cuja natureza não foi divulgada publicamente. Em comunicado, o hospital afirmou que ainda não é possível determinar quantas crianças podem ter sido geradas a partir dessas práticas. A instituição pediu que pessoas que suspeitem ser filhos biológicos do ginecologista forneçam material genético para análise por meio da Fiom, organização holandesa especializada em questões de paternidade. — Não se sabe por que razão ele fez isso nem quantos filhos podem existir — afirmou o hospital. O diretor do Hospital Rijnstate, Hans Schoo, classificou a conduta do médico como “inaceitável”, mesmo considerando os padrões da época. — Toda criança tem o direito de conhecer os seus pais. Além disso, os pacientes devem poder confiar que um médico cumprirá o combinado. Nesse caso, muitas coisas correram mal. Lamentamos profundamente o ocorrido — disse. Escândalos semelhantes vieram à tona no país O episódio não é isolado no sistema de saúde dos Países Baixos. Nos últimos anos, diversos casos semelhantes vieram à tona envolvendo ginecologistas e especialistas em fertilidade que utilizaram o próprio sêmen em procedimentos de inseminação sem autorização das pacientes. Um dos casos mais conhecidos envolve o ginecologista Jan Karbaat, que morreu em 2017 e posteriormente foi identificado como pai biológico de dezenas de crianças concebidas em clínicas de fertilidade nas cidades de Roterdã e Barendrecht. Investigações sobre práticas em clínicas de reprodução assistida também indicaram falhas no controle sobre o número de filhos gerados por doadores. A Associação de Ginecologistas dos Países Baixos (NVOG) confirmou que ao menos 85 doadores ultrapassaram amplamente os limites recomendados.