O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, compartilhou com os colegas da Segunda Turma da Corte documentos que embasaram a operação que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro pela segunda vez. Foram circuladas aos integrantes do colegiado peças como as representações da Polícia Federal e a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Somente as representações da PF sobre a terceira etapa da ‘Compliance Zero’ tem mais de 700 páginas cada, com detalhes sobre os achados das fases anteriores da investigação, inclusive as informações e mensagens que constavam do celular Vorcaro quando de sua primeira prisão, em novembro. Já nesta sexta, a Segunda Turma formou maioria para manter a prisão de Vorcaro. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela prisão. Ainda falta se posicionar o ministro Gilmar Mendes. O banqueiro é suspeito de liderar uma organização criminosa que contaria até com um “braço armado” para intimidar adversários do grupo, com uso de “coação por meio de sua milícia”. Em seu voto, no qual foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques, Mendonça afirmou que a Polícia Federal identificou e comprovou a prática de atos de ameaças concretas. Segundo o ministro, há indícios de que o "braço armado" de Vorcaro, como ele relatou, tinha mais integrantes e que alguns deles ainda não foram presos".