Grupos reflexivos buscam prevenir violência doméstica na Grande João Pessoa Uma iniciativa voltada à reeducação de homens que respondem por violência doméstica tem buscado reduzir casos de agressões e romper ciclos de violência, na Grande João Pessoa. O programa da Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) reúne participantes em encontros orientados por profissionais especializados, com o objetivo de promover reflexão sobre comportamentos, relações de gênero e responsabilidade pelos atos cometidos. A proposta integra ações de enfrentamento à violência contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, considerando que o combate ao problema também passa pela conscientização dos agressores. Nos encontros, os participantes discutem temas como masculinidades, comunicação não violenta, igualdade de gênero e consequências legais e sociais da violência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Os grupos são conduzidos por equipes multidisciplinares formadas por profissionais das áreas jurídica, psicológica e social. Durante as atividades, os homens são estimulados a refletir sobre atitudes e padrões de comportamento que contribuíram para episódios de violência doméstica. "Trabalhamos comportamentos com o foco de introduzir para estes participantes um novo pensamento, para do novo pensamento mudar valores anteriores. Os temas são comportamento emocional, familiar, tóxico, Lei Maria da Penha, saúde do homem, todos os serviços prestados pela Defensoria Pública ao cidadão brasileiro também trabalhamos com esses homens", explicou Vanilda Bahia, psicóloga coordenadora do programa. A iniciativa acontece desde o fim de 2023 e já atendeu cerca de 500 homens em 24 grupos. As reuniões semanais reúnem até 20 homens que respondem por violência doméstica. Grupos de reflexão com homens buscam prevenir violência doméstica na Grande João Pessoa Reprodução/TV Cabo Branco Além da reflexão coletiva, os encontros também oferecem orientação sobre direitos humanos, legislação e formas de resolução de conflitos sem violência. A proposta é que os participantes compreendam o impacto das agressões sobre as vítimas e suas famílias e desenvolvam novas formas de lidar com conflitos. Especialistas apontam que programas de reeducação são importantes para complementar medidas de punição e proteção às vítimas. Ao trabalhar diretamente com os autores da violência, a iniciativa busca evitar reincidências e contribuir para a construção de relações mais igualitárias e respeitosas. Como denunciar violência contra a mulher Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones: 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil) 180 (Central de Atendimento à Mulher) 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar - em casos de emergência) Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba